Em meio às disputas políticas, Lúdio Cabral afirmou em entrevista ao Pod tudo da RDM que aprendeu uma lição que considera essencial para a vida pública: é possível fazer oposição sem transformar a política em uma guerra permanente.
Ao relembrar seus dois mandatos na Assembleia Legislativa, ele destaca que sempre atuou na oposição, mas procurou manter abertas as portas para o diálogo com quem pensa diferente. Para Lúdio, divergência política não deveria significar falta de respeito.
“Eu aprendi na política que a gente precisa respeitar a diferença, tem que ter respeito, tem que ter diálogo”, revelou.
A fala chama atenção justamente por tratar de um dos pontos mais presentes na política atual: a dificuldade de conciliar posições diferentes. Segundo Lúdio, respeitar o adversário também é uma forma de construir espaço para ser respeitado.
Ele afirma ainda que sua atuação parlamentar foi marcada por uma oposição “crítica, sistemática”, mas também “propositiva”. Na prática, a ideia apresentada por ele é cobrar, fiscalizar e apontar problemas sem abandonar a possibilidade de negociação.
Para Lúdio, esse comportamento também passa pela relação com os demais deputados. Mesmo diante de divergências políticas, ele diz considerar necessário respeitar os mandatos conquistados nas urnas e reconhecer que cada parlamentar representa uma parcela da população.
A estratégia, segundo ele, permite manter diálogo com diferentes grupos e buscar resultados para demandas que chegam diretamente da população. A prioridade, afirma, deve estar nos direitos das pessoas e na qualidade dos serviços públicos.
A declaração mostra um Lúdio preocupado em apresentar uma atuação política baseada menos no confronto permanente e mais na combinação entre fiscalização, cobrança e diálogo — uma postura que ele diz ter levado para seus mandatos na Assembleia.


































