Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Julho Verde e Amarelo alerta para sintomas de câncer e reforça importância do diagnóstico precoce

publicidade

As campanhas Julho Verde e Julho Amarelo reforçam, neste mês, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças que podem evoluir de forma silenciosa. Enquanto o Julho Verde chama atenção para os cânceres de cabeça e pescoço, o Julho Amarelo amplia a conscientização sobre as hepatites virais, infecções que podem levar à cirrose e ao câncer de fígado quando não identificadas e tratadas no início.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar, entre 2023 e 2025, cerca de 15,1 mil novos casos anuais de câncer da cavidade oral, sendo 10,9 mil em homens e 4,2 mil em mulheres. Para o câncer de laringe, a estimativa é de 7,79 mil novos diagnósticos por ano, com predominância entre homens. O grupo inclui tumores que atingem boca, garganta, faringe, laringe, cavidade nasal, glândulas salivares e pescoço.

Apesar dos avanços nos tratamentos, muitos pacientes ainda chegam aos serviços de saúde em fases avançadas da doença, já que os primeiros sinais podem ser confundidos com problemas comuns. Feridas na boca que não cicatrizam, manchas brancas ou avermelhadas, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, sensação de algo preso na garganta e nódulos no pescoço estão entre os sintomas que exigem investigação.

Leia Também:  Polícia Civil deflagra 23 operações contra facções criminosas em MT em uma semana

Segundo o médico patologista Carlos Aburad, a atenção aos sinais do corpo pode mudar o prognóstico dos pacientes. “O câncer pode ser identificado antes de atingir fases mais avançadas. Valorizar sintomas persistentes e procurar avaliação médica precocemente aumenta as possibilidades de tratamento e de controle da doença”, afirma. Ele destaca ainda que tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas seguem como os principais fatores de risco, além do crescimento dos casos associados ao HPV, especialmente em tumores da orofaringe.

O dentista Arlindo Aburad, doutor em Patologia Bucal pela Universidade de São Paulo (USP), ressalta que alterações persistentes na boca precisam ser avaliadas com cuidado. “Nem toda alteração encontrada na boca representa um câncer, mas toda lesão persistente precisa ser examinada com cuidado. O diagnóstico definitivo depende da análise anatomopatológica, que identifica exatamente a natureza daquela alteração”, explica. Além disso, o Julho Amarelo reforça a necessidade de testagem para hepatites virais, que podem permanecer silenciosas por anos. A prevenção inclui exames periódicos, vacinação contra hepatite B e HPV quando indicada, hábitos saudáveis, consultas médicas e odontológicas regulares e a investigação de qualquer alteração persistente.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade