Jovens brasileiros têm adotado uma postura mais cautelosa e racional diante do consumo, contrariando a imagem de uma geração movida por impulsos e influenciadores digitais. Pesquisa do Radar Jovem CIEE, realizada com 4.834 pessoas de 14 a 28 anos, mostra que 54,5% pagam integralmente as próprias compras e que, quando sobra dinheiro, 39,7% preferem guardar ou investir.
Na hora de fazer uma compra considerada importante, 48,1% afirmaram assistir a vídeos de avaliação antes de decidir, enquanto 19,6% consultam opiniões de outros consumidores e 18,6% comparam preços na internet. As plataformas e marketplaces lideram a preferência de compra, com 70,2%, e o Pix é o principal meio de pagamento, escolhido por 63,3% dos entrevistados.
Qualidade, preço e atendimento também pesam mais do que discursos institucionais na relação dos jovens com as marcas. A qualidade foi apontada como principal atributo por 48,8%, seguida pelo preço, com 26,4%, e pelo atendimento, com 24,7%. Para o superintendente institucional do CIEE, Rodrigo Dib, o levantamento indica um consumidor mais atento. “Ele não compra por impulso e não se deixa enganar por embalagem sem conteúdo”, afirmou.
A pesquisa também aponta desconfiança em relação aos grandes influenciadores: apenas 6,3% disseram confiar mais em criadores famosos, enquanto 44,6% preferem especialistas de pequeno e médio porte e 34,1% afirmaram não confiar em nenhum tipo de influenciador. O WhatsApp aparece como o principal canal desejado para a comunicação das marcas, citado por 54,8%, reforçando a busca da nova geração por informação direta, rapidez e maior controle sobre suas decisões de consumo.



















