O número de casos confirmados de ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 5 mil, com cerca de 2,3 mil mortes, segundo atualização divulgada pelo governo nesta quarta-feira (19). O surto é provocado pela variante Bundibugyo, uma cepa rara para a qual ainda não há vacina aprovada nem tratamento específico.
A maioria dos casos foi registrada nas províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Ituri, no nordeste do país. A Organização Mundial da Saúde considera o cenário uma emergência de saúde pública e aponta que a violência armada e a desconfiança da população têm dificultado o rastreamento de contatos e a identificação precoce de novos infectados.
“Isso está atrapalhando seriamente os esforços para ampliar o rastreamento de contatos do Ebola e identificar infecções cedo o suficiente para oferecer cuidados de apoio”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. Uganda também contabilizou 20 infecções e duas mortes, enquanto a França confirmou um caso ligado à transmissão originada no Congo.
A OMS avalia como alto o risco de propagação da doença no Congo e em Uganda, mas considera baixo o risco global. A entidade mobilizou especialistas para avaliar possíveis vacinas e tratamentos contra a variante Bundibugyo, enquanto as autoridades tentam conter um surto que já se tornou um dos principais desafios sanitários da região.

















