O Governo de Mato Grosso rescindiu os contratos dos dois consórcios responsáveis pelas obras de pavimentação da MT-170, entre Castanheira e Juruena, após sucessivas falhas na execução. A decisão, publicada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), prevê multas de R$ 7,2 milhões, ressarcimento aos cofres públicos e impedimento das empresas de contratar com o estado por dois anos.
A medida ocorre após críticas à qualidade da obra e uma vistoria do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), que identificou problemas na pavimentação, incluindo trechos em que o asfalto apresentava sinais de esfarelamento. Os contratos envolviam o Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MTSUL, no lote 1, e o Consórcio Construtor Agrimex, no lote 2.
As obras foram contratadas em 2014, quando a rodovia ainda integrava a malha federal e era executada por meio de convênio com o Dnit. Parte dos serviços ficou paralisada até a estadualização da antiga BR-170, em 2021, quando Mato Grosso assumiu a responsabilidade pela continuidade da pavimentação. Segundo o governo, os consórcios receberam dezenas de notificações desde 2023 por falhas e execução inadequada.
Com o encerramento dos contratos, os trechos deverão passar por nova licitação. Até a definição de uma solução definitiva, empresas responsáveis pela manutenção regional de rodovias estaduais serão deslocadas para corrigir os problemas na MT-170. A Sinfra também mantém processo administrativo para apurar possíveis falhas da empresa supervisora e a atuação de servidores envolvidos na fiscalização dos contratos.



















