O ministro da Economia do Irã, Ali Madanizadeh, afirmou que o país está “totalmente preparado” para enfrentar a ofensiva econômica anunciada pelos Estados Unidos. Em entrevista à televisão estatal, ele reconheceu dificuldades como inflação, pressão sobre o câmbio e escassez de produtos, mas disse que o governo tem um plano para enfrentar as medidas de Washington e não pretende apenas reagir às sanções.
A ofensiva dos EUA inclui sanções contra cerca de 60 pessoas, empresas, entidades e embarcações ligadas ao governo iraniano e a setores como energia nuclear, mísseis, cibernética e petróleo. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, também ameaçou adotar medidas contra países que mantiverem transações econômicas com Teerã.
O governo iraniano reagiu afirmando que países vizinhos que aderirem à pressão americana poderão enfrentar “consequências”. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei, classificou eventual apoio às medidas como um “ato de guerra”. A disputa ocorre em meio às tentativas de Washington de limitar o programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter finalidade exclusivamente pacífica.
A tensão aumentou após o fim, na última semana, do prazo de um memorando firmado em junho para ampliar uma trégua entre Estados Unidos, Israel e Irã. Sem um novo acordo, Washington voltou a pressionar Teerã por compromissos sobre seu programa nuclear, enquanto o governo iraniano afirma estar preparado para enfrentar os impactos econômicos e manter sua estratégia diante das sanções.


















