O Grupo Fictor protocolou neste domingo (1º) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.
Em comunicado, o grupo informou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” e solicitou à Justiça a suspensão de cobranças e bloqueios por 180 dias. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, destacou.
A Fictor atribui a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, um dia após o anúncio de uma proposta de aquisição liderada por um de seus sócios. Segundo a empresa, “a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido à Justiça, a companhia ressaltou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas operações, com o objetivo de “evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”.

















