O clima de tensão política na pré-campanha eleitoral em Mato Grosso ganhou novos contornos após declarações da ex-primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, que relatou em entrevista à imprensa uma sequência de ataques direcionados a ela e à sua família. Segundo ela, o ambiente político tem sido marcado por confrontos constantes e disseminação de informações falsas.
Virginia afirmou que o período pré-eleitoral deveria ser pautado por propostas, mas, segundo ela, o cenário atual tem sido dominado por embates e ofensivas pessoais. Ela destacou que o marido, o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, também tem sido alvo recorrente de críticas.
A ex-primeira-dama relatou ainda que outros familiares também acabaram sendo envolvidos nas disputas políticas. Segundo ela, a escalada de ataques tem gerado um ambiente de constante necessidade de resposta, especialmente diante do que classifica como conteúdos falsos e distorcidos.
Virginia disse que a estratégia de silêncio não é uma opção, já que, na avaliação dela, omitir-se pode ser interpretado como concordância com as acusações. Ela afirmou que isso acaba alimentando uma dinâmica de embates sucessivos entre os grupos políticos.
Em sua fala, ela também criticou a circulação de fake news e afirmou que muitas das acusações exigem resposta imediata para evitar que versões incorretas se consolidem no debate público.
A ex-primeira-dama apontou ainda que parte dos ataques estaria vindo de dentro do próprio União Brasil, ampliando as tensões internas no partido e intensificando a disputa política neste período pré-eleitoral.
“Como é que a senhora está analisando todo esse cenário dessa pré-campanha? Eu fico triste, porque acho que campanha tem que vir com propósito, não com ataques. Infelizmente estamos sendo atacados o tempo todo, eu, meu filho e meu marido. E aí você tem que responder, porque se cala, quem cala consente. Então vira essa troca constante de ataques e respostas”, afirmou.
“Tem muita fake news circulando e a gente precisa responder. Agora também tem vindo ataques dentro da própria União Brasil. O Júlio Campos não mede esforços para atacar, dizendo que querem ser donos do partido, que são imperadores dentro da sigla”, disse.
“Mas a verdade é que ninguém impede candidatura. Qualquer pessoa pode disputar, desde que passe pela convenção. Não é o Mauro que decide isso. Ele tem um compromisso político, e o que existe é um alinhamento, não imposição. O que não pode é alguém dizer uma coisa e fazer outra depois”, completou.



































