O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (13) a revogação dos vistos de entrada no país de Mozart Júlio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde do Brasil, e de Alberto Kleiman, ex-funcionário do Ministério da Saúde.
A medida foi divulgada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que acusou ambos de usar a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para intermediar a contratação de médicos cubanos no programa Mais Médicos, entre 2013 e 2018, “driblando sanções” dos EUA a Cuba e beneficiando financeiramente o regime cubano.
Segundo o governo americano, o esquema teria privado o povo cubano de cuidados médicos e explorado profissionais de saúde enviados ao Brasil.
Mozart Sales foi um dos idealizadores do Mais Médicos no governo Dilma Rousseff (PT) e tem carreira consolidada no serviço público. Já Alberto Kleiman atuou no Departamento Internacional do Ministério da Saúde entre 2012 e 2015 e, até 2024, esteve ligado à organização da COP 30.
A revogação ocorre no contexto de medidas mais amplas do governo Trump contra autoridades brasileiras. Em julho, os EUA já haviam suspenso os vistos do ministro Alexandre de Moraes, de sete colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as ações, classificando-as como “arbitrárias” e “inaceitáveis”.
Criado em 2013, o Mais Médicos foi reformulado no governo Jair Bolsonaro e relançado em 2023. Atualmente, conta com cerca de 24,7 mil médicos em 4,2 mil municípios.
















