O resultado das urnas neste domingo (4) interrompeu uma das trajetórias mais longas da política de Mato Grosso. Depois de 32 anos com representantes em cargos eletivos, a família Riva termina a eleição sem uma cadeira no Senado ou na Assembleia Legislativa.
Janaina Riva (MDB), que disputava uma vaga no Senado, acabou derrotada por Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL). A parlamentar chegou à reta final da campanha entre os nomes mais competitivos, mas não conseguiu confirmar nas urnas o desempenho esperado durante boa parte da disputa.
A derrota também atingiu a geração mais nova da família. Jéssica Riva fez sua estreia em uma eleição e tentou conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo MDB, partido comandado pela irmã. Com 95,7% das urnas apuradas, ela aparecia em quinto lugar dentro da legenda, com cerca de 25,3 mil votos.
O MDB garantiu três cadeiras na Assembleia, com Dr. João, Léo Bortolin e Thiago Silva entre os eleitos. Jéssica ficou atrás dos três e também do ex-presidente da Assembleia Eduardo Botelho, que igualmente não conseguiu retornar ao Legislativo estadual.
A trajetória política da família começou em 1994, com a primeira eleição de José Riva para a Assembleia Legislativa. A partir dali, o sobrenome se tornou presença constante na política estadual, atravessando diferentes governos, eleições e disputas pelo comando do Legislativo.
Na campanha ao Senado, Janaina também enfrentou resistência dentro de setores do PL. A aproximação com o grupo do senador Wellington Fagundes, seu sogro e candidato derrotado ao Governo de Mato Grosso, provocou divisões e chegou a impedir a formação de palanque conjunto com José Medeiros.
Com as duas derrotas, o sobrenome Riva deixa, ao menos temporariamente, de ocupar cargos eletivos em Mato Grosso. O resultado encerra um capítulo iniciado há mais de três décadas e abre uma nova fase para uma família que marcou a política estadual por sucessivas legislaturas.




































