A Escola Estadual de Tempo Integral Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (418 km de Cuiabá), passou oficialmente a integrar o modelo cívico-militar da rede estadual nesta quarta-feira (13), tornando-se a 102ª unidade do Estado com esse formato. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, e pela diretora regional de Educação do polo Rondonópolis, Andreia Cristiane de Oliveira, durante visita ao município.
Com 91 alunos e 13 professores, a escola, que leva o nome de Carlos Hugueney, major do Exército e primeiro intendente de Alto Araguaia, receberá R$ 4,6 milhões em investimentos para reforma e ampliação de blocos educacionais, construção de bloco administrativo, pórtico, quadra poliesportiva e vestiário. “É a promessa de um futuro com mais organização, valores e condições estruturais para que cada aluno desenvolva seu potencial”, disse o secretário.
A diretora Elizabeth Paes Teixeira afirmou que, apesar da mudança administrativa, as escolas cívico-militares mantêm professores, metodologia e recursos tecnológicos iguais aos da rede regular. Ela destacou que dois militares da reserva já atuam no monitoramento e apoio à gestão, e que um terceiro deve ser incorporado em breve.
A adoção do modelo ocorre semanas após um caso de violência dentro da unidade ganhar repercussão. Um vídeo mostrou uma aluna sendo agredida por várias colegas, enquanto estava ajoelhada, com tapas e socos. Ao menos 20 estudantes foram identificados como parte de um grupo inspirado em facções criminosas que atuava dentro da escola.
A Polícia Civil concluiu a investigação, e a 1ª Vara de Alto Araguaia determinou a internação de três das quatro adolescentes envolvidas diretamente. Elas devem cumprir medida socioeducativa em Cuiabá. A quarta participante, de 11 anos, não pôde receber a sanção devido ao limite legal previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

























