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Falta de diesel ameaça plantio e pode elevar custo em R$ 1,47 bi no RS

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Relatos de restrições e atrasos na entrega de óleo diesel voltaram a preocupar produtores rurais do Rio Grande do Sul no início do plantio da safra de verão. A Federação da Agricultura do Estado (Farsul) acionou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (14) para cobrar fiscalização das distribuidoras e medidas que garantam o abastecimento no campo. Em um cenário de diesel a R$ 9 por litro, o impacto sobre as principais lavouras gaúchas pode chegar a R$ 1,47 bilhão.

A preocupação ocorre durante o preparo do solo e a semeadura, etapas que dependem de tratores, plantadeiras, pulverizadores e caminhões. Segundo a entidade, atrasos podem fazer produtores perderem a janela ideal de plantio, afetar a produtividade das lavouras e reduzir o período disponível para culturas de segunda safra. O problema já havia atingido cerca de 170 municípios entre março e abril, durante a colheita de arroz e soja.

Cálculos da Farsul apontam que uma alta de 21,1% no preço do diesel S10, de R$ 5,97 para R$ 7,23, acrescentaria R$ 612,2 milhões aos custos diretos das operações mecanizadas. Em uma situação mais severa, com o litro chegando novamente a R$ 9, o custo adicional alcançaria R$ 1,47 bilhão, pressionando produtores e podendo gerar efeitos sobre transportadoras, cooperativas, agroindústrias e consumidores.

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A entidade também cobra informações sobre estoques, pedidos, volumes entregues e eventuais recusas de fornecimento no interior. O governo federal autorizou uma subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores participantes, mas a Farsul avalia que a redução do preço não garante, por si só, a chegada do combustível às propriedades. Com a janela de semeadura em andamento, a entidade defende um plano de contingência para evitar que a falta de diesel se transforme em máquinas paradas e prejuízos à safra.

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