O anúncio do governo estadual sobre medidas permanentes de segurança nas escolas traz alívio imediato, mas também levanta dúvidas sobre continuidade. O trauma dos ataques em unidades de ensino ainda é recente em Santa Catarina, e a sociedade cobra ações consistentes. Agora, o governador Jorginho Mello fala em comitê permanente, integração entre órgãos e novos investimentos.
O ponto positivo é reconhecer que a questão não se resolve apenas com polícia na porta. Segurança escolar exige inteligência, prevenção, acompanhamento social e suporte psicológico. O risco é transformar o tema em pauta episódica, que ganha força após crises e perde prioridade com o tempo.
Comunidades escolares, professores e famílias já demonstraram disposição em colaborar. O desafio está em transformar esse esforço em política de longo prazo, blindada das mudanças de governo. Se o comitê anunciado tiver autonomia real e recursos garantidos, pode marcar um avanço. Caso contrário, será mais um anúncio em tom de resposta rápida, sem efeitos duradouros.
No fim, a pergunta é simples: nossas escolas serão tratadas como espaço central de proteção e cidadania ou continuarão reféns da lógica de improviso? Essa resposta definirá não apenas a segurança, mas também a confiança da sociedade no poder público.

























