PF intima Jaques Wagner a depor

Dinheiro apreendido
A investigação avançou a partir da análise de material apreendido com Augusto Lima, ex-sócio do Master e próximo a Wagner. Ele também entrou na mira da nona fase da Operação Compliance Zero. Na fase da operação que mirou o senador, agentes encontraram US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados a ele. Os valores somam cerca de R$ 471 mil, pela cotação atual.
Wagner afirmou que o dinheiro tem origem legal e vinculou parte dos dólares a viagens oficiais: “Algumas vezes, eu indo viajar, comprei dólar no Banco do Brasil. Mas toda vez que você viaja pelo Senado tem diária, que pode ser paga, depositada na sua conta ou pedida em dólar. Sempre peço em dólar, que é uma forma também de eu economizar e guardar”.
Lula deve fugir de debates do 1º turno

O presidente Lula avalia não participar dos debates do primeiro turno da campanha de 2026. A possibilidade de fuga dos debates abriu divisão na cúpula petista às vésperas da oficialização de sua candidatura à reeleição. Uma ala do PT teme que Lula, como único candidato de esquerda na disputa, fique isolado diante de adversários do campo antipetista. Nesse cenário, ele enfrentaria ataques de nomes como o senador Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Confronto direto
Outro grupo do partido defende a presença do presidente nos debates para usar o palco contra Flávio Bolsonaro, apontado como seu principal adversário. A avaliação dessa ala é que a ausência de Lula poderia reduzir as chances de confronto direto com o senador.
Balão de ensaio
Tudo isso está com forte cheiro de balão de ensaio. Lula e equipe estão, a priori, querendo testar a opinião pública. Depois, produzir uma armadilha para Flávio Bolsonaro, que ficaria despreparado para o embate e Lula apareceria de surpresa em última hora. A conferir.
Flávio pede para visitar o pai

Restrição de 90 dias
Marcado o julgamento de Buzzi

Duas denúncias
O procedimento disciplinar reúne duas denúncias contra o magistrado. Se for considerado culpado, Buzzi poderá perder o cargo. A possibilidade decorre de uma decisão recente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou a aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados que cometam desvios funcionais graves, estabelecendo a demissão como sanção nesses casos.
PF está concluindo caso Master

A Polícia Federal (PF) vai concluir em meados de agosto o inquérito das fraudes bancárias do Banco Master, realizadas para tentar salvar a instituição financeira e vendê-la para o Banco de Brasília (BRB).
Vocaro indiciado
Ao término dos trabalhos investigativos, o dono do banco, Daniel Vorcaro, preso na Papudinha, deverá ser indiciado pela prática de fraudes bancárias. O inquérito em questão conclui a investigação inicial sobre a instituição financeira e deve incluir a responsabilização de políticos que atuavam em defesa da empresa de Vorcaro.
Ciro Nogueira
Entre os nomes que podem figurar no relatório da PF está o do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI). As autoridades avaliam sua inclusão pelo fato de ele ter apresentado uma emenda para aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em casos de calote.
Operações fraudulentas
O inquérito detalha operações centrais do esquema, como a venda de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master para o BRB, transação feita com o uso da empresa Tirreno. Além disso, a investigação engloba o prejuízo provocado ao Fundo Garantidor de Crédito, estimado na casa dos R$ 50 bilhões.
Pressão política
Apesar das fortes pressões promovidas por líderes do centrão, o Banco Central optou por não aprovar a venda da instituição ao BRB e decretou a liquidação do banco do empresário. Diante da gravidade dos fatos, Vorcaro buscou fechar um acordo de delação premiada em duas ocasiões, mas as propostas foram recusadas tanto pela Polícia Federal quanto pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Michelle aprofunda crise

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu publicamente às declarações do pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes, afirmando que “a direita do Ceará está vendida”. A manifestação ocorreu após o tucano sinalizar simpatia e indicar um eventual apoio a outros nomes na corrida presencial ao Planalto, como o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Renan Santos (Missão).
Eventual coligação
“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, afirmou a ex-primeira-dama.
Apoio questionado
O apoio do PL à campanha de Ciro Gomes no Ceará vem sendo questionado por Michelle desde dezembro do ano passado. Essa divergência deu início a um desentendimento público entre a ex-primeira-dama e seu enteado, Flávio Bolsonaro. O atrito se intensificou a ponto de Michelle publicar um vídeo nas redes sociais afirmando que teria sido desrespeitada pelo parlamentar carioca.
Trump prepara novas tarifas

Mas não só para o Brasil. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar nesta semana uma nova leva de tarifas de importação para substituir as taxas emergenciais que estão prestes a vencer. A nova ofensiva comercial norte-americana terá como base conclusões de investigações sobre alegações de trabalho forçado e práticas comerciais desleais enquadradas na Seção 301 da legislação dos Estados Unidos, atingindo diversos parceiros comerciais e colocando o Brasil entre os alvos das novas cobranças.
Estratégia tributária
A mudança na estratégia tributária da Casa Branca ocorre devido ao encerramento do prazo de 150 dias estipulado para a cobrança das tarifas de 10% criadas em fevereiro sob a Seção 122, voltada à balança de pagamentos. Esse mecanismo havia sido acionado de forma emergencial após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter derrubado o conjunto anterior de tarifas do governo.
Brasil pode superar EUA e liderar exportações agrícolas

O Brasil ameaça a liderança agrícola dos EUA após tarifas de Trump reduzirem vendas norte-americanas à China, impulsionando exportações brasileiras de soja, carnes e algodão e ampliando a vantagem do país em 2026. Segundo dados oficiais dos dois países, os EUA exportaram US$ 171 bilhões (mais de R$ 868 bilhões) em produtos agrícolas no último ano, apenas US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 10,16 bilhões) acima do Brasil, uma diferença muito menor que a registrada em 2021. No primeiro semestre de 2026, as vendas brasileiras cresceram 6% e atingiram o recorde de US$ 87 bilhões (mais de R$ 442 bilhões).
Perturbações
Margens de lucro
Apesar da capacidade produtiva norte-americana, o jornal aponta que as margens de lucro no Meio-Oeste estão encolhendo. A Federação dos Agricultores dos EUA projeta prejuízos por acre para soja, milho, trigo e algodão no próximo ano, refletindo tensões comerciais e preços mais baixos.
Comércio Brasil-China dispara 28%

O comércio entre Brasil e China avançou de forma expressiva no primeiro semestre, ampliando ainda mais a importância do país asiático para a economia brasileira. Entre janeiro e junho, a corrente comercial bilateral cresceu 28,2% e alcançou US$ 106,7 bilhões, impulsionada tanto pelo aumento das exportações brasileiras quanto pela expansão das importações de produtos chineses.
Tensões políticas
China amplia peso
A relação comercial com a China gerou para o Brasil um superávit de US$ 22,9 bilhões no primeiro semestre, confirmando o papel central do mercado chinês na geração de divisas para a economia brasileira. O resultado evidencia não apenas o volume das vendas brasileiras ao país asiático, mas também a complementaridade entre as duas economias.
A China continua sendo uma grande compradora de produtos brasileiros, ao mesmo tempo em que fornece máquinas, equipamentos, componentes eletrônicos e bens industriais essenciais para diferentes setores produtivos.
Parceiro comercial
A expansão de 28,2% reforça uma tendência observada ao longo dos últimos anos: a China consolida-se como o principal parceiro comercial do Brasil e amplia sua relevância em áreas estratégicas, como infraestrutura, energia, tecnologia, agricultura e indústria.
Requião Filho busca apoio do PSB

O pré-candidato do PDT ao governo do Paraná, Requião Filho, reúne-se nesta terça-feira (21), em Brasília, com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em uma tentativa de consolidar o apoio do PSB à sua candidatura ao Palácio Iguaçu. A negociação prevê a oferta da vaga de vice-governador ao partido na chapa encabeçada pelo pedetista.
Articulação
A articulação do encontro vem sendo conduzida pela deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), que também disputará uma vaga no Senado nas eleições de 2026 e deverá participar da reunião. A estratégia busca ampliar a frente de partidos que sustenta a candidatura de Requião Filho e consolidar uma aliança entre legendas que já atuam em conjunto no plano nacional.
Coligação
Atualmente, a coligação reúne seis partidos: PDT, PT, PV, PCdoB, PSOL e Rede. Apesar da composição já definida, o grupo ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice-governador nem quem será o segundo nome da chapa para a disputa ao Senado.
Sheherazade anuncia pré-candidatura

A jornalista e apresentadora Rachel Sheherazade anunciou oficialmente, na noite de segunda-feira (20), sua pré-candidatura ao cargo de deputada federal pelo estado de São Paulo nas próximas eleições. A comunicadora confirmou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados filiada ao PSD, legenda que classificou como um partido “moderado”.
Campos ideológicos
Em comunicado divulgado por meio de vídeo em suas redes sociais, a jornalista revelou que vinha sendo procurada por agremiações políticas de diferentes campos ideológicos, mas que optou pela sigla após longas tratativas. Segundo Sheherazade, as conversas e negociações com a direção do PSD já se desenrolavam há cerca de um ano até a oficialização do convite e de sua aceitação.
“Meu pensamento nunca coube e jamais caberá em caixas. Por mais que tentem me empurrar para uma ou para outra ideologia, eu não me deixo aprisionar, e nem aceito rótulos. Meu pensamento é livre e abomina correntes”, destacou Sheherazade.
Filtro na campanha

Com a candidatura ao Governo praticamente consolidada no PL, o senador Wellington Fagundes iniciou uma fase de maior controle sobre sua base política. Segundo aliados, o discurso agora é de fidelidade absoluta ao projeto eleitoral.
Cobrar alinhamento
A orientação é identificar prefeitos, vereadores e lideranças que mantêm diálogo com outros pré-candidatos e promover um “expurgo” dos chamados infiéis da estrutura da campanha. A avaliação no entorno do senador é que a definição antecipada do palanque permite cobrar alinhamento e reduzir espaços para dissidências durante a pré-campanha.
Tensão no QG de Jayme

A informação de que 31 convencionais do União Brasil já estariam alinhados à pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta elevou a tensão no entorno do senador Jayme Campos. O movimento reforçou a percepção de que o partido caminha para consolidar apoio ao projeto de Pivetta, reduzindo o espaço político do senador na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Disputa interna
Nos últimos dias, Jayme mudou de estratégia. Depois de sinalizar disposição para enfrentar a disputa interna, passou a adotar o silêncio público, evitando responder às movimentações dos adversários e às especulações sobre o cenário dentro da legenda.
Jogo de 2030

Nos bastidores da política mato-grossense, aliados acreditam ter encontrado a explicação para um aparente paradoxo do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Bolsonarista de primeira hora, ele reafirma apoio à pré-candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado, mas não esconde de interlocutores que torce pela vitória de Otaviano Pivetta, do Republicanos.
Mandato único
A leitura é estratégica. Abilio já estaria de olho na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2030 e enxergaria em Pivetta um governador de mandato único, abrindo caminho para sua candidatura quatro anos depois.
Diferentes grupos
No horizonte, porém, desponta um adversário de peso: o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. Hoje, Russi ainda mantém cautela e transita entre diferentes grupos, dividido entre o apoio a Jayme Campos na disputa interna do União Brasil e da Federação União Progressista ou uma futura aliança com o próprio Pivetta.
Teste do pastel

Não tem erro: quando a campanha começa a ganhar corpo, o roteiro é quase sempre o mesmo. Mercado público, aperto de mão, conversa com feirantes e, claro, um pastel para testar a popularidade. Foi esse o script seguido por Otaviano Pivetta na visita ao Mercado do Porto, em Cuiabá.
Receptividade
Entre pedidos de melhorias, fotos e cumprimentos, o pré-candidato ao Governo aproveitou para medir a receptividade do eleitorado em um dos ambientes mais tradicionais da capital. Nos bastidores, ninguém teve dúvida: mais do que uma agenda administrativa, foi um ensaio de campanha — com direito ao indispensável teste do pastel de feira.
Lá, elas mandam

Enquanto boa parte dos partidos ainda trata a participação feminina como mera exigência da legislação eleitoral, Rondônia caminha para uma eleição em que as mulheres podem decidir o resultado das urnas. Elas já representam a maioria do eleitorado do estado e devem exercer papel determinante na escolha dos próximos governantes.
Eleitorado feminino
O recado é claro para quem pretende disputar o Palácio Rio Madeira ou uma vaga no Congresso: não basta cumprir a cota de candidatas. Será preciso conquistar um eleitorado majoritariamente feminino, cada vez mais atento às propostas e menos disposto a aceitar promessas de campanha.
O fiel da balança
Se existe um nome capaz de mexer no tabuleiro eleitoral de Rondônia, ele continua sendo o do ex-governador Ivo Cassol. Cobiçado por diferentes grupos políticos, Cassol voltou a afirmar nos últimos dias que ainda não decidiu quem apoiará na disputa pelo Governo do Estado e que só anunciará sua posição depois das convenções partidárias.
Transferir votos
A cautela tem explicação. Seu apoio é disputado por praticamente todos os principais pré-candidatos, que enxergam no ex-governador um dos poucos líderes com capacidade de transferir votos e reorganizar alianças. Em Rondônia, a eleição pode até começar sem Cassol, mas dificilmente terminará sem que ele influencie o resultado.
















