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Bastidores do Poder

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PF intima Jaques Wagner a depor

A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, a depor na investigação relativa ao caso Master. A apuração envolve suspeitas de pagamentos ligados ao banco de Daniel Vorcaro. O depoimento está previsto para a primeira semana de agosto. Investigadores apuram suspeita de que Wagner tenha recebido pagamentos do Master por meio da empresa da nora do parlamentar e de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.
Dinheiro apreendido

A investigação avançou a partir da análise de material apreendido com Augusto Lima, ex-sócio do Master e próximo a Wagner. Ele também entrou na mira da nona fase da Operação Compliance Zero. Na fase da operação que mirou o senador, agentes encontraram US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados a ele. Os valores somam cerca de R$ 471 mil, pela cotação atual.

Wagner afirmou que o dinheiro tem origem legal e vinculou parte dos dólares a viagens oficiais: “Algumas vezes, eu indo viajar, comprei dólar no Banco do Brasil. Mas toda vez que você viaja pelo Senado tem diária, que pode ser paga, depositada na sua conta ou pedida em dólar. Sempre peço em dólar, que é uma forma também de eu economizar e guardar”.

Lula deve fugir de debates do 1º turno

O presidente Lula avalia não participar dos debates do primeiro turno da campanha de 2026. A possibilidade de fuga dos debates abriu divisão na cúpula petista às vésperas da oficialização de sua candidatura à reeleição. Uma ala do PT teme que Lula, como único candidato de esquerda na disputa, fique isolado diante de adversários do campo antipetista. Nesse cenário, ele enfrentaria ataques de nomes como o senador Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Confronto direto

Outro grupo do partido defende a presença do presidente nos debates para usar o palco contra Flávio Bolsonaro, apontado como seu principal adversário. A avaliação dessa ala é que a ausência de Lula poderia reduzir as chances de confronto direto com o senador.

Balão de ensaio

Tudo isso está com forte cheiro de balão de ensaio. Lula e equipe estão, a priori, querendo testar a opinião pública. Depois, produzir uma armadilha para Flávio Bolsonaro, que ficaria despreparado para o embate e Lula apareceria de surpresa em última hora. A conferir.

Flávio pede para visitar o pai

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir ao ministro Alexandre de Moraes que permita ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitar o pai na prisão domiciliar. Se Moraes não atender ao pedido, os advogados do ex-presidente querem que o caso seja analisado pela Primeira Turma do STF. A defesa de Jair Bolsonaro argumenta no pedido que a proibição imposta por Moraes é “desproporcional diante da natureza da conduta imputada”.
Restrição de 90 dias
No dia 17, o ministro suspendeu por 30 dias o direito de Bolsonaro de receber visitas, exceto de médicos, fisioterapeutas e advogados, e manteve a restrição de 90 dias ao senador, que divulgou uma carta do pai de apoio à sua candidatura nas redes sociais, em 11 de julho. Também vetou visitas com objetivo político‑eleitoral e proibiu a divulgação de manifestos por qualquer meio, inclusive por terceiros.

Marcado o julgamento de Buzzi

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para 6 de agosto o julgamento do ministro afastado Marco Buzzi, que responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por acusações de assédio sexual e importunação sexual. A sessão foi agendada pelo presidente da Corte, ministro Herman Benjamin.

O procedimento disciplinar reúne duas denúncias contra o magistrado. Se for considerado culpado, Buzzi poderá perder o cargo. A possibilidade decorre de uma decisão recente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou a aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados que cometam desvios funcionais graves, estabelecendo a demissão como sanção nesses casos.

PF está concluindo caso Master

A Polícia Federal (PF) vai concluir em meados de agosto o inquérito das fraudes bancárias do Banco Master, realizadas para tentar salvar a instituição financeira e vendê-la para o Banco de Brasília (BRB).

Vocaro indiciado

Ao término dos trabalhos investigativos, o dono do banco, Daniel Vorcaro, preso na Papudinha, deverá ser indiciado pela prática de fraudes bancárias. O inquérito em questão conclui a investigação inicial sobre a instituição financeira e deve incluir a responsabilização de políticos que atuavam em defesa da empresa de Vorcaro.

Ciro Nogueira

Entre os nomes que podem figurar no relatório da PF está o do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI). As autoridades avaliam sua inclusão pelo fato de ele ter apresentado uma emenda para aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em casos de calote.

Operações fraudulentas

O inquérito detalha operações centrais do esquema, como a venda de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master para o BRB, transação feita com o uso da empresa Tirreno. Além disso, a investigação engloba o prejuízo provocado ao Fundo Garantidor de Crédito, estimado na casa dos R$ 50 bilhões.

Pressão política

Apesar das fortes pressões promovidas por líderes do centrão, o Banco Central optou por não aprovar a venda da instituição ao BRB e decretou a liquidação do banco do empresário. Diante da gravidade dos fatos, Vorcaro buscou fechar um acordo de delação premiada em duas ocasiões, mas as propostas foram recusadas tanto pela Polícia Federal quanto pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Michelle aprofunda crise

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu publicamente às declarações do pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes, afirmando que “a direita do Ceará está vendida”. A manifestação ocorreu após o tucano sinalizar simpatia e indicar um eventual apoio a outros nomes na corrida presencial ao Planalto, como o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Renan Santos (Missão).

A declaração foi feita na segunda-feira (20), por meio de um comentário em uma publicação nas redes sociais que repercutia a entrevista dada por Ciro ao portal Cariri News. Na ocasião, Michelle criticou as negociações do pré-candidato no estado e voltou a rebater os termos de uma eventual coligação local, apoiada pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência.

“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, afirmou a ex-primeira-dama.

Apoio questionado

O apoio do PL à campanha de Ciro Gomes no Ceará vem sendo questionado por Michelle desde dezembro do ano passado. Essa divergência deu início a um desentendimento público entre a ex-primeira-dama e seu enteado, Flávio Bolsonaro. O atrito se intensificou a ponto de Michelle publicar um vídeo nas redes sociais afirmando que teria sido desrespeitada pelo parlamentar carioca.

Trump prepara novas tarifas

Mas não só para o Brasil. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar nesta semana uma nova leva de tarifas de importação para substituir as taxas emergenciais que estão prestes a vencer. A nova ofensiva comercial norte-americana terá como base conclusões de investigações sobre alegações de trabalho forçado e práticas comerciais desleais enquadradas na Seção 301 da legislação dos Estados Unidos, atingindo diversos parceiros comerciais e colocando o Brasil entre os alvos das novas cobranças.

Estratégia tributária

A mudança na estratégia tributária da Casa Branca ocorre devido ao encerramento do prazo de 150 dias estipulado para a cobrança das tarifas de 10% criadas em fevereiro sob a Seção 122, voltada à balança de pagamentos. Esse mecanismo havia sido acionado de forma emergencial após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter derrubado o conjunto anterior de tarifas do governo.

Brasil pode superar EUA e liderar exportações agrícolas

Margens de lucro

Apesar da capacidade produtiva norte-americana, o jornal aponta que as margens de lucro no Meio-Oeste estão encolhendo. A Federação dos Agricultores dos EUA projeta prejuízos por acre para soja, milho, trigo e algodão no próximo ano, refletindo tensões comerciais e preços mais baixos.

Os dados foram destacados pela jornalista Assis Moreira, em sua coluna no jornal Valor Econômico. O desempenho contrasta diretamente com a evolução das trocas entre Brasil e Estados Unidos, que recuaram no mesmo período, em meio ao agravamento das tensões políticas e comerciais promovidas pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump.
China amplia peso

A relação comercial com a China gerou para o Brasil um superávit de US$ 22,9 bilhões no primeiro semestre, confirmando o papel central do mercado chinês na geração de divisas para a economia brasileira. O resultado evidencia não apenas o volume das vendas brasileiras ao país asiático, mas também a complementaridade entre as duas economias.

A China continua sendo uma grande compradora de produtos brasileiros, ao mesmo tempo em que fornece máquinas, equipamentos, componentes eletrônicos e bens industriais essenciais para diferentes setores produtivos.

A expansão de 28,2% reforça uma tendência observada ao longo dos últimos anos: a China consolida-se como o principal parceiro comercial do Brasil e amplia sua relevância em áreas estratégicas, como infraestrutura, energia, tecnologia, agricultura e indústria.

 

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