Horas antes do prazo dado por Donald Trump para a reabertura do Estreito de Hormuz, Israel e Irã intensificaram ataques contra infraestruturas petroquímicas, ampliando o risco de uma crise no mercado global de energia. A escalada ocorre em meio a ameaças de novos bombardeios e negociações ainda incertas.
Israel atingiu, nesta terça-feira (7), uma usina em Shiraz, apontada como produtora de insumos para explosivos, após já ter atacado instalações ligadas ao campo de gás de Pars Sul. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, elevando a tensão regional.
O conflito já provoca impactos diretos no setor energético. Um ataque iraniano anterior atingiu um terminal de gás natural liquefeito no Qatar, responsável por cerca de 20% da capacidade produtiva do país, gerando forte reação nos mercados e volatilidade nos preços de petróleo e gás.
Diante da escalada, Trump ameaça atacar infraestrutura civil iraniana caso Hormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo global — não seja reaberto. O governo iraniano, por sua vez, indicou que pode atingir alvos sensíveis na região, como usinas de dessalinização, ampliando o temor de um conflito ainda mais amplo.
As negociações seguem em “estágios críticos”, segundo a mídia iraniana, com mediação do Paquistão. Enquanto isso, o conflito já deixou milhares de mortos e se espalha pelo Oriente Médio, aumentando a pressão internacional por uma solução diplomática.













