MATO GROSSO

EXPANSÃO BILIONÁRIA

Eraí Maggi avança sobre terras na Bolívia e mira nova potência da soja

Foto: Victor Ostetti/MidiaNews

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Uma movimentação silenciosa, porém gigantesca, começa a sacudir os bastidores do agronegócio sul-americano. Longe dos holofotes, uma aposta milionária está sendo desenhada — e pode redesenhar o mapa da produção agrícola na região nos próximos anos.

 

O protagonista dessa investida é ninguém menos que o megaempresário Eraí Maggi Scheffer, nome forte por trás do grupo Bom Futuro. Segundo informações reveladas pela imprensa especializada, ele estaria adquirindo mais de 30 mil hectares de terra na região da Chiquitania, na Bolívia — um movimento que já desperta curiosidade, especulação e até apreensão no setor.

 

A estratégia, ao que tudo indica, é ambiciosa: replicar no país vizinho o modelo que transformou Mato Grosso em uma potência agrícola global, com foco especialmente na produção e comercialização de soja. E os sinais de que algo grande está em curso não param de surgir.

 

A região escolhida não é por acaso. A Chiquitania vem atraindo investidores justamente por reunir dois fatores explosivos: terras ainda consideradas baratas e um potencial produtivo gigantesco. Esse “combo” tem provocado uma corrida silenciosa por áreas — e os primeiros efeitos já começam a aparecer, com os preços dando sinais de alta.

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Hoje, o hectare na região gira em torno de US$ 2 mil — um valor que, apesar da leve valorização, ainda é visto como uma verdadeira pechincha quando comparado aos cerca de US$ 7 mil cobrados por áreas semelhantes em Mato Grosso. Para muitos, é o cenário perfeito para quem quer entrar cedo e surfar uma possível nova fronteira agrícola.

 

Durante participação em um evento na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Maggi deu pistas — ainda que sem revelar detalhes concretos — de que o projeto já está em andamento. Em tom enigmático, comentou sobre as especulações envolvendo sua presença na Bolívia e deixou no ar uma frase que aumentou ainda mais o mistério: ele sabe exatamente o que está fazendo, e o dinheiro seria apenas consequência.

 

O encontro, que reuniu empresários e autoridades, contou inclusive com a presença do presidente boliviano Rodrigo Paz, reforçando o peso político e econômico da movimentação. Nos bastidores, a leitura é de que não se trata apenas de um investimento isolado, mas possivelmente do início de uma nova onda de expansão do agronegócio brasileiro para além das fronteiras.

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Se confirmado em toda a sua dimensão, o avanço de Eraí Maggi na Bolívia pode marcar o início de uma transformação profunda na região — uma espécie de “novo Mato Grosso” em formação. E, como toda grande corrida por oportunidades, quem chegou primeiro pode estar prestes a colher os maiores frutos.

 

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