O percentual de famílias brasileiras endividadas caiu de 82% em agosto para 81,7% em setembro, na primeira redução do ano, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O recuo foi impulsionado pelas famílias de menor renda, enquanto o índice de inadimplência também diminuiu, para 29,6%, o menor patamar desde março.
Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, o endividamento passou de 85,1% para 84,6%. Na faixa de três a cinco salários mínimos, a proporção recuou de 83,7% para 83,3%. Já entre os consumidores que recebem de cinco a dez salários mínimos, o índice subiu de 77,2% para 77,9%. Cartões de crédito, cheque especial, carnês, empréstimos e financiamentos estão entre as principais modalidades de dívida.
O percentual de famílias que afirmam não ter condições de pagar contas atrasadas permaneceu em 12,5%, interrompendo dois meses consecutivos de alta. Para José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, a redução representa um alívio, mas a continuidade da tendência depende de condições econômicas mais favoráveis. “A redução do endividamento dá um pequeno respiro para as famílias”, afirmou.
Apesar da melhora nos indicadores gerais, o tempo médio de atraso das dívidas aumentou pelo segundo mês seguido e chegou a 65,3 dias, o maior período desde novembro de 2024. As contas vencidas há mais de 90 dias representam 48,9% do total de débitos em atraso, sinalizando que parte dos consumidores ainda enfrenta dificuldades para regularizar a situação financeira.





















