O número de famílias brasileiras endividadas chegou a 82% em agosto, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice manteve o mesmo patamar de julho e representa o sétimo recorde consecutivo de endividamento no país.
A inadimplência também avançou, atingindo 29,9% das famílias. O percentual que declarou não ter condições de pagar as contas atrasadas chegou a 12,5%, maior nível desde fevereiro. Já a parcela de consumidores que se considera “muito endividada” subiu para 17,4%.
Os principais compromissos financeiros estão relacionados a cartão de crédito, cheque especial, carnês de lojas, crédito consignado, empréstimos pessoais e financiamentos. O tempo médio de atraso aumentou para 65 dias, enquanto 19,2% das famílias afirmaram ter mais da metade da renda comprometida com dívidas.
Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o cenário reflete a dependência do crédito para manter o consumo básico. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, também criticou os juros elevados e afirmou que eventos como Black Friday, Natal e férias de verão podem movimentar o comércio, especialmente se houver redução das taxas.



















