Motorista de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, prestou depoimento à Polícia Civil na segunda-feira (17/8)
O motorista do candidato ao governo de São Paulo do PT, Fernando Haddad, apresentou duas versões sobre a ação da Polícia Militar (PM) na noite de terça-feira (11/8). Um dos relatos ocorreu no dia dos fatos e outro na segunda-feira (17/8), quando o profissional foi prestar depoimento à Polícia Civil (PC).
O motorista mantém, no entanto, que três policiais desceram do carro e teriam o intimidado, versão diferente da contada pelo governo.
A informação não é possível de ser verificada pela gravação disponibilizada pela SSP. A câmera filma apenas até o carro que carregou Haddad e o relato dá conta de que os policiais teriam parado poucos metros à frente, além do alcance da imagem.
Entenda o caso
-
- Na última quarta-feira (12/8), Haddad relatou que o motorista do carro em que ele estava foi abordado por policiais militares (PMs) com fuzis após o político ser deixado em casa, na noite de terça-feira (11/8).
- Durante uma entrevista a jornalistas após sabatina na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – São Paulo (OAB-SP), o ex-ministro da Fazenda contou que voltava de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) com seu motorista e, ao chegar à sua residência, uma viatura da Polícia Militar “jogou luz no carro”.
- Na sequência, Haddad desceu do veículo, entrou em casa, e o funcionário seguiu viagem.
- Mais à frente, contudo, o motorista diz que continuou sendo seguido pelos policiais e estacionou o carro em frente a um hotel.
- Segundo o relato do petista, policiais carregavam fuzis dentro da viatura e teriam dito para o motorista ir embora após o questionamento.
- De acordo com Hélio Silveira, advogado de Haddad, o motorista relatou que a “abordagem toda teria durado cerca de 40 minutos”.
- Haddad disse que seu carro “foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo, de uma forma um pouco ostensiva e intimidadora”, ao relatar o fato pela primeira vez. “Quero crer que possa ter havido alguma confusão”, acrescentou.
Por Ramiro Brites, Vinicius Passarelli, Victor Aguiar / Metrópoles



















