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Flávio escala Rogério Marinho para levar recados ao STF

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

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Candidato quer sinalizar possibilidade de harmonia em eventual governo; Valdemar Costa Neto e Carlos Portinho também devem atuar para reforçar que senador é diferente do pai, Jair Bolsonaro

 

O candidato Flávio Bolsonaro, do PL, tem sinalizado a defesa da possibilidade de uma relação harmônica com o STF (Supremo Tribunal Federal) caso seja eleito presidente da República. O secretário-geral do PL e coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, foi escalado para tratar do tema.

 

Marinho já se reuniu com o decano, ministro Gilmar Mendes, e deve conversar nesta terça-feira (6) com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

 

O objetivo é tentar serenar os ânimos no Supremo e sinalizar que o candidato de direita defende o diálogo com o Poder Judiciário.

 

A ofensiva de Flávio também deve contar com a ajuda do senador Carlos Portinho (PL-RJ) e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, conhecidos pela postura ponderada.

 

A mensagem a ser passada é que Flávio não tem o mesmo perfil do pai, Jair Bolsonaro (PL), que entrou em confronto com a Suprema Corte em seu mandato de quatro anos.

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Além disso, a intenção é lembrar que até mesmo o ex-presidente dialogou com ministros da Suprema Corte, como Dias Toffoli.

 

No PL, dirigentes nacionais lembram que o ex-presidente Michel Temer (MDB) e a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) também podem ajudar na ofensiva de diálogo, sobretudo junto aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

 

O partido de direita se divide sobre o discurso em defesa do impeachment de ministro da Suprema Corte.

 

O grupo mais radical defende a abertura de processos na futura legislatura, que terá o PL como maior bancada federal.

 

Já o grupo moderado avalia que é preciso dar tempo à Suprema Corte para se ajustar ao diálogo com a nova gestão e que o instrumento do impeachment pode ser mais bem usado como estratégia política de pressão.

 

Tudo vai depender da eleição do comando do Senado Federal em 2027. Isso porque, apesar da bancada do partido eleita, o PL precisará negociar com o bloco do centrão para ter maioria.

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Valdemar Costa Neto disse, à CNN, que o partido não deve apoiar a recondução de Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa.

 

A tendência, segundo avaliam dirigentes de direita, é de que um nome de fora do PL tenha maior adesão na disputa pelo comanda do Senado, como os e Tereza Cristina (MS) e de Arthur Lira (AL), ambos do PP.

 

Os dois são conhecidos por defenderam uma postura de diálogo com o Poder Judiciário em contraponto a um gesto agressivo.

 

Por Gustavo Uribe / CNN Brasil

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