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PANDEMIA

“Economia nenhuma resiste a 2 mil mortes por dia”, diz relator da Comissão da Covid

Wellington enfatizou que a sociedade se sente desorientada e confusa com o “volume esmagador de versões sobre a pandemia”

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O relator da Comissão Temporária do Senado que acompanha as ações contra a Covid-19, senador Wellington Fagundes (PL-MT), cobrou nesta quinta-feira, 11, uma maior transparência do governo federal nos dados sobre aquisição das vacinas, como forma de tirar da população o medo das incertezas. A cobrança aconteceu durante audiência pública convocada para que governadores falassem sobre a situação da pandemia e as medidas que estão sendo adotadas nas unidades da federação, visando o enfrentamento da doença.

“Se, na guerra contra o coronavírus, a única arma eficaz é a vacinação, temos urgência em encontrar respostas para aquelas dúvidas angustiantes que estão na cabeça de todo o mundo” – frisou o parlamentar, ao destacar que “economia nenhuma resiste a 2 mil mortes por dia” – marca alcançada no Brasil na última quarta-feira, 10.

Wellington enfatizou ainda que a sociedade se sente “desorientada, confusa com o volume esmagador de versões sobre a pandemia”, e apontou o trabalho conjunto entre todos os Poderes e unidades da Federação como saída para a crise sanitária. Ele disse acreditar que as três esferas e os três níveis de Governo precisam falar a mesma língua: “harmonizar perspectivas, conjugar esforços, enfim, acertar o passo e remar o barco Brasil na mesma direção e no mesmo sentido” – completou o relator.

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Os governadores de Santa Catarina, Bahia, Ceará, Amazonas e Piauí, por sua vez, defenderam um pacto nacional entre os três Poderes da República e entre União, estados e municípios contra a pandemia. Com o Brasil no epicentro da crise, eles buscam estratégias para acelerar a vacinação, com a meta de chegar a 70% da população vacinada até julho. Um dos caminhos apontados é empreender um esforço diplomático para garantir “tratamento diferenciado” ao país.

Segundo o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), o Brasil falhou em sua estratégia da covid-19 e é hoje o principal foco da pandemia: “Nós viramos um foco mundial pela quantidade de óbitos e a quantidade de casos” – disse.

Ao elogiar atuação do Congresso na aprovação de marcos legais que facilitam a aquisição de vacinas — como o PL 534/2021, que deu origem à Lei 14.125, de 2021, sancionada nesta quarta-feira (10) —, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou que Senado e Câmara também podem contribuir para sensibilizar outros países a liberarem vacinas mais rapidamente para o Brasil.“No mundo, hoje, do coronavírus, se nós somos colocados como um risco por conta das variantes, da propagação de variantes para o mundo, então queremos um tratamento diferenciado. Não é para receber de graça” – salientou.

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Os governadores integram um grupo de 22 gestores estaduais que assinaram uma carta por um pacto nacional entre os Poderes no combate à crise. Eles defendem a criação de um comitê que conduza as ações de enfrentamento à pandemia que contaria com a participação de integrantes do Executivo, Legislativo e Judiciário e de todos os níveis da Federação. Na avaliação dos governadores, essa coordenação nacional pode acelerar a aquisição de vacinas.

A ideia, segundo os governadores, é seguir o plano nacional de vacinação contra a covid-19, mas com um cronograma efetivo que permita vacinar 70% da população até julho. “O objetivo é manter a regra do plano estratégico nacional de imunização. Toda e qualquer vacina, seja comprada pelos municípios, por Estados ou pelo governo federal, é do plano nacional” – disse o governador do Piauí.

Presente na reunião, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, frisou que a busca desesperada de governadores e prefeitos pela imunização da população contra a Covid-19 começa a da…

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