Por Pablo Rodrigo, Gazeta Digital
O deputado federal Coronel Assis (União), que compõe a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), é um dos 7 membros que foram financiados por pessoas acusadas em crimes ambientais.
O levantamento foi feito pelo jornal O Globo, que identificou financiadores dos parlamentares suspeitos de envolvimento em casos de grilagem de terras, desmatamento ilegal e contrabando de madeira e ouro.
O deputado federal Coronel Assis (União), que compõe a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), é um dos 7 membros que foram financiados por pessoas acusadas em crimes ambientais. O levantamento foi feito pelo jornal O Globo, que identificou financiadores dos parlamentares suspeitos de envolvimento em casos de grilagem de terras, desmatamento ilegal e contrabando de madeira e ouro.
Outro empresário que também fez doação ao parlamentar é Dambros André Sbizero, denunciado na Operação Polygonum do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Ele doou R$ 40 mil para Assis. Além do mato-grossense, também receberam doações de investigados Evair de Melo (PP-ES), Domingos Sávio (PL-MG), Joaquim Passarinho (PL-PA), Marcos Pollon (PL-MS), Marussa Boldrin (MDBGO) e Charles Fernandes (PSD-BA). Assis e demais parlamentares integram a bancada ruralista no Congresso Nacional e focarão nas invasões feitas pelo MST.
No dia da instalação da CPI, Assis foi um dos mais críticos ao MST, defendendo punições mais severas para quem invade terras. O congressista de Mato Grosso defende tolerância zero às invasões e aponta riscos para o setor produtivo.
“A instalação dessa CPI é muito propícia, uma vez que na atual gestão do governo Federal teve um aumento considerável de invasões de terra em todo o país. Sou de Mato Grosso, que é o terceiro maior produtor de soja do mundo. Em nosso Estado temos uma política: invasão zero, vagabundo não se cria em nosso Estado”, disse o militar que está no primeiro mandato eletivo.
Ao Globo, Coronel Assis diz que todas as doações de campanha recebidas foram feitas dentro da legislação eleitoral, e que “não há qualquer conflito com relação” à sua participação na CPI do MST.
















