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Dívida pública federal cresce 18% e atinge R$ 8,6 trilhões, maior alta desde 2015

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A dívida pública federal encerrou o ano passado em R$ 8,635 trilhões, após crescer 18%, a maior alta registrada desde 2015. O avanço superou inclusive o observado em 2020, no auge da pandemia da Covid-19, quando o endividamento havia aumentado 17,9%, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional.

O estoque da dívida, que estava em R$ 7,316 trilhões em dezembro de 2024, avançou mais de R$ 1,3 trilhão ao longo do ano. De acordo com o Tesouro, o crescimento foi impulsionado principalmente pela apropriação de juros, reflexo direto do patamar elevado da taxa básica da economia. “Não é o quadro primário que está impulsionando a dívida”, afirmou o secretário do Tesouro, Rogério Ceron.

Quase metade da dívida pública federal está atrelada à taxa Selic, definida pelo Banco Central, que chegou a 15% no ano passado, pressionando o endividamento. Outros 26% dos títulos estão vinculados ao IPCA, acompanhando a inflação, o que também contribui para o aumento do estoque em períodos de preços elevados.

No Plano Anual de Financiamento divulgado pelo Tesouro, a projeção para 2026 indica que a dívida pode variar entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, o que abre espaço para um crescimento de até cerca de 19% neste ano, mantendo o tema no centro do debate fiscal e econômico.

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