Uma menina de 2 anos, com paralisia cerebral, morreu após ser esganada pelos próprios pais em Sinop (498 km de Cuiabá), segundo laudo de necropsia da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O documento aponta que a causa direta da morte foi asfixia mecânica aguda provocada por constrição do pescoço. Os pais foram presos em flagrante após a criança ser levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
O laudo também registra que a menina apresentava estado crônico de subnutrição e desidratação. Os peritos relataram ainda ter identificado, nos registros do caso e durante as avaliações realizadas após as prisões, comportamento que consideraram incompatível com a gravidade da situação. O documento menciona “estranheza, incômodo e repulsa” provocados pela postura dos genitores nas interações com profissionais.
A Polícia Civil foi acionada na manhã de domingo (20), depois que a equipe da UPA André Maggi comunicou a entrada da criança em parada cardiorrespiratória. Segundo os profissionais, ela já apresentava sinais clínicos de morte havia pelo menos uma hora, além de desnutrição e condições inadequadas de higiene. Os pais disseram que a filha estava viva durante a madrugada e que, entre 5h e 6h, perceberam que ela não respondia.
A criança havia sido internada recentemente e, naquela ocasião, já apresentava sinais de desnutrição, o que levou ao acionamento do Conselho Tutelar. Após a confirmação da morte por esganadura, a mãe, menor de 17 anos, foi autuada por ato infracional análogo a homicídio qualificado e maus-tratos, enquanto o pai foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos. Inicialmente, o caso era investigado como maus-tratos e omissão de socorro.

































