MATO GROSSO

CASCALHO SOB INVESTIGAÇÃO

Compra de cascalho coloca ex-prefeito de Campo Novo no centro de ação de R$ 12,1 milhões

Foto: Reprodução

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Uma investigação sobre compras de materiais para obras de pavimentação colocou o ex-prefeito de Campo Novo do Parecis, Rafael Machado (Podemos), no centro de uma ação que cobra R$ 12,1 milhões por supostos prejuízos aos cofres públicos.

A ação também envolve quatro pessoas que participaram da administração municipal, entre ex-secretários, empresário e servidor. O processo foi encaminhado à Justiça no dia 11, após uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Município.

Os números chamam atenção. Entre janeiro de 2022 e setembro de 2023, a Prefeitura teria pago R$ 7,4 milhões por 292,4 mil toneladas de cascalho, além de outros R$ 2,9 milhões em areia, brita, pedrisco e pó de pedra.

O principal questionamento está na comprovação das entregas. Segundo a auditoria, 261 mil toneladas foram pagas sem os tickets de pesagem exigidos pelos contratos. O volume representa 89,26% do material analisado e corresponde a cerca de R$ 6,4 milhões.

O levantamento aponta ainda que a Prefeitura teria adquirido 114,7 mil toneladas de cascalho além do necessário para determinadas áreas pavimentadas. O material excedente teria representado um gasto estimado em R$ 3,6 milhões.

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Em alguns pontos, a diferença teria sido expressiva. No Jardim das Palmeiras, por exemplo, a quantidade comprada teria sido 2,6 vezes superior à capacidade técnica da obra. No Jardim Primavera, a proporção teria chegado a 3,6 vezes.

A auditoria também encontrou outros questionamentos, incluindo 10,7 mil toneladas de agregados acima da estimativa técnica e 89,8 mil toneladas de material supostamente usadas em estradas vicinais sem registro da aplicação. Os valores apontados nesses itens chegam a aproximadamente R$ 2,3 milhões.

Com base no levantamento, o Município pede o ressarcimento dos valores e a indisponibilidade dos bens dos envolvidos. Rafael Machado e os demais citados ainda terão direito à defesa, e as supostas irregularidades deverão ser analisadas pela Justiça ao longo do processo.

 

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