MATO GROSSO

‘Comando C4’ cobrava até R$ 250 mil para encomendar assassinatos e tinha arsenal de guerra, revela investigação

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O grupo criminoso conhecido como ‘Comando C4’ — sigla para “Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos” — cobrava valores que variavam entre R$ 50 mil e R$ 250 mil para cometer crimes contra civis e autoridades sob encomenda, segundo investigação da Polícia Federal. A organização, presa pelo assassinato do advogado Roberto Zampieiri, em Cuiabá, contava ainda com um arsenal que incluía fuzis, lançadores de rojões, pistolas e explosivos.

Documentos obtidos pela reportagem mostram que crimes contra “figuras normais” custavam R$ 50 mil, enquanto para deputados e senadores o valor chegava a R$ 150 mil, e para ministros e membros do judiciário, R$ 250 mil. Além de homicídios, o grupo atuava com espionagem, com uma estrutura que incluía três hackers, seis agentes de inteligência por região e cinco células de reconhecimento e operações.

Entre os armamentos apreendidos estão cinco fuzis sniper com silenciador, quinze pistolas com silenciador, munições, minas magnéticas, dois fuzis lançadores de dardos para captura e diversos veículos com placas frias e rastreadores. O grupo também mantinha “custos diversos” para locação de imóveis, uso de iscas e materiais de disfarce, como perucas e bigodes.

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Cinco membros do ‘Comando C4’ estão alvos de prisão preventiva, incluindo Aníbal Manoel Laurindo, apontado como mandante do assassinato de Zampieiri; Etevaldo Luiz Caçadini, financiador; Antônio Gomes da Silva, atirador; e Hedilerson Fialho Martins, intermediário. Outros cinco receberam medidas cautelares. A operação mira o grupo por organização criminosa armada.

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