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REVOLUÇÃO METABÓLICA

“Canetas são uma revolução”, diz especialista, que alerta para riscos do uso sem controle

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As chamadas canetas emagrecedoras mudaram o tratamento da obesidade, mas também acenderam um alerta entre especialistas. O uso por conta própria, doses inadequadas e produtos sem procedência podem trazer riscos à saúde, segundo a médica especialista em Nutrologia, Jussara Fialho Ferreira Côrtes.

 

Em entrevista ao Unicast, podcast da Unimed Cuiabá, a médica classificou os medicamentos como uma “revolução metabólica” e destacou o avanço que eles representam no tratamento de doenças como diabetes e obesidade.

 

“Eu digo que as canetas hoje, na minha opinião, são a revolução metabólica. A gente teve a revolução industrial, a revolução tecnológica, e eu acho que as canetas são uma revolução metabólica”, afirmou.

 

Apesar dos benefícios, Jussara chama atenção para o uso indiscriminado dos medicamentos. Segundo ela, há pessoas que procuram produtos sem controle e até recorrem a medicamentos trazidos de outros países, aumentando o risco de receber doses muito acima das permitidas.

 

“Tem produto que é 60 vezes maior a dose do que é liberado, isso é um risco enorme”, alertou a especialista.

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A médica ressalta que emagrecer não significa apenas perder peso rapidamente. O tratamento precisa levar em conta as condições de cada paciente, acompanhamento profissional, alimentação e mudanças de hábitos que possam ser mantidas depois do fim do uso do medicamento.

 

Segundo Jussara, sem um período adequado de manutenção, o peso perdido pode voltar de forma intensa. Ela compara o processo a uma “avalanche” quando o paciente emagrece, mas não consegue consolidar uma nova rotina.

 

Para a especialista, as canetas ampliaram as possibilidades contra a obesidade, mas não são uma solução isolada. Prescrição correta, acompanhamento médico e mudança de hábitos continuam sendo fundamentais para que o resultado seja seguro e duradouro. O episódio completo do Unicast aborda ainda as causas da obesidade, diagnóstico, fatores de risco e a importância da atuação conjunta de diferentes profissionais no tratamento.

 

Com informações da Assessoria.

 

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