MATO GROSSO

Bicheiro Adilsinho é preso no RJ após anos de buscas

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O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, um dos mais procurados do Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), formada por agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil, com apoio do Ministério Público Federal. Drones ajudaram a confirmar sua localização.

Adilsinho é apontado como chefe do jogo do bicho na Zona Sul, Centro e Zona Norte do Rio, e também como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado. Contra ele havia quatro mandados de prisão por homicídios e crimes relacionados à máfia do cigarro, além de suspeitas de envolvimento em ao menos 20 homicídios cometidos por um grupo de extermínio. O policial militar Diego D’arribada Rebello de Lima, que fazia sua segurança, também foi preso.

A prisão é resultado da Operação Libertatis, iniciada em 2023 para combater trabalho análogo à escravidão, fraude e sonegação fiscal no mercado de cigarros. Na primeira fase, trabalhadores paraguaios foram resgatados de uma fábrica clandestina em Duque de Caxias, onde eram submetidos a jornadas de 12 horas por dia, sete dias por semana, em condições insalubres e sem pagamento.

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Adilsinho possui histórico de crimes desde 2009, incluindo fraude em máquinas de caça-níquel, ocultação de dinheiro e envolvimento em festas luxuosas durante a pandemia. Ele também fundou o Clube Atlético Barra da Tijuca e é patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. A máfia de cigarros que liderava movimentou bilhões, controlando vendas em ao menos 45 municípios do estado e gerando sonegação fiscal estimada em mais de R$ 2 bilhões apenas no Rio.

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