A colheita do milho segunda safra já ultrapassou a metade da área cultivada no Brasil, impulsionada pelo avanço dos trabalhos em Mato Grosso, que está próximo de concluir a retirada do cereal. O estado já colheu 90,66% da área plantada e deve registrar uma safra recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de toda a produção nacional prevista para a safrinha.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a segunda safra deve alcançar 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total estimada em 141,7 milhões de toneladas de milho no país. Apesar do avanço, o ritmo nacional ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Enquanto Mato Grosso mantém o bom desempenho, outros importantes estados produtores enfrentam dificuldades. No Paraná e em Mato Grosso do Sul, as chuvas recentes elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a entrada das máquinas nas lavouras, atrasando a colheita e aumentando os custos com secagem. Em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Piauí, o principal impacto foi causado pela estiagem registrada durante o desenvolvimento das lavouras, reduzindo o potencial produtivo.
No Médio-Norte mato-grossense, principal região produtora do estado, a colheita já alcançou 98,03% da área. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, a expectativa é que a maior parte dos trabalhos em Mato Grosso seja concluída entre o fim de julho e o início de agosto.
Segundo o calendário agrícola, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser colhida até o fim de agosto. No entanto, áreas plantadas mais tardiamente no Paraná, Mato Grosso do Sul e em parte do Matopiba ainda deverão permanecer no campo durante setembro, enquanto o volume final da produção seguirá elevado, apesar das diferenças de desempenho entre as regiões.


















