A defesa de Salézia Maria Pereira de Oliveira, acusada de participar do assassinato do advogado Roberto Zampieri, pediu à Justiça de Mato Grosso o registro da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou o uso de tornozeleira eletrônica imposto contra ela. O pedido foi apresentado à 12ª Vara Criminal de Cuiabá no último dia 9 e ainda não foi analisado pela juíza Mônica Perri.
Salézia havia sido incluída entre os réus após a Justiça receber denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o assassinato do advogado e determinar medidas cautelares contra os investigados. A defesa argumenta que a decisão do STF representa um fato novo e deve ser considerada em futuras análises processuais, destacando que a revogação do monitoramento ocorreu após manifestação favorável de autoridades policiais e da Procuradoria-Geral da República.
Segundo o Ministério Público, Roberto Zampieri foi morto em dezembro de 2023, em Cuiabá, e o crime teria sido planejado por uma organização criminosa. Respondem como supostos mandantes Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, denunciados por homicídio qualificado.
Também foram denunciados Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como financiador e líder do grupo Comando C4; Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar a contratação e fornecer a arma; Antônio Gomes da Silva, apontado como executor; além de Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater.
A Polícia Federal apontou que Salézia integraria o grupo chamado Comando C4, investigado por supostas ações de espionagem e planejamento de atividades criminosas. Durante as investigações, foram encontrados documentos que indicariam estrutura organizada, com divisão de funções, equipamentos e valores previstos para diferentes tipos de ações.
O caso segue em tramitação na Justiça. As acusações contra os investigados ainda serão analisadas no decorrer do processo, e não há decisão definitiva sobre a responsabilidade de cada um dos denunciados.
















