Indefinição do STF com a Lei da Ficha Limpa

As convenções partidárias avançam sem que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha definido quais regras da Lei da Ficha Limpa valerão nas eleições de outubro. Enquanto as legendas homologam candidatos aos governos estaduais, ao Congresso e às assembleias legislativas, uma decisão pendente pode alterar a situação jurídica de nomes já lançados.
Os pendentes
Entre os diretamente interessados estão o ex-governador e pré-candidato ao GDF José Roberto Arruda (PSD), e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos), candidato a deputado federal por Minas Gerais. Ambos sustentam que recuperaram o direito de concorrer com base nas mudanças aprovadas pelo Congresso em 2025.
Inelegibilidade
O calendário eleitoral avança sem que o Supremo tenha concluído a ação contra as mudanças nos prazos de inelegibilidade. A ação direta de inconstitucionalidade 7881 foi apresentada pela Rede Sustentabilidade contra mudanças aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo presidente Lula.
Derrubar trechos
O julgamento da ação contra Lei Complementar 219, de 2025, foi suspenso em 28 de maio após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes no Plenário virtual. Até então, Cármen Lúcia e Luiz Fux haviam votado para derrubar trechos centrais da reforma. O placar está em 2 a 0, ainda distante dos seis votos necessários para formar maioria.
“Os candidatos que estiverem em situação duvidosa terão certamente suas candidaturas impugnadas. Estamos em completa insegurança jurídica, sem saber qual estatuto das inelegibilidades será aplicado”, afirmou um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa e advogado da Rede na ação, o ex-juiz Marlon Reis.
Flávio deve faltar à posse de Keiko

Em semana decisiva de articulação política, o pré-candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro, deve faltar à posse da nova presidente do Peru, Keiko Fujimori. A expectativa na cúpula do partido era de que o senador marcasse presença nesta terça-feira (28), assim como prestigiou a posse do presidente do Chile, José Antônio Kast. O governo brasileiro será representado pelo chanceler Mauro Vieira.
Caiado empata com Lula no 2º turno

Pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (27) mostra que o candidato Ronaldo Caiado (PSD-GO) cresceu e empatou tecnicamento com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma disputa de segundo turno. Segundo o levantamento, o atual presidente soma 45% das intenções, ante 43% do ex-governador. Os que disseram votar em branco, nulo e os que não escolheriam nenhum dos nomes somam 10%, enquanto 2% dos eleitores não soube ou não respondeu.
TSE explicará aos EUA funcionamento das urnas
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realizará uma reunião com diplomatas e embaixadores de diversos países para explicar o funcionamento das urnas eletrônicas brasileiras. O encontro está previsto para o dia 17 de agosto e acontecerá no STF (Supremo Tribunal Federal). O evento foi anunciado logo após o governo brasileiro negar visto a dois funcionários do governo norte-americano que tentavam agendar encontros no país, incluindo uma reunião com o TSE.
Negativa de visto
O governo brasileiro interpretou a tentativa de envio dos funcionários americanos como uma interferência externa e um questionamento sem embasamento ao sistema eleitoral do país. Diante disso, os vistos foram negados e, na sequência, o TSE anunciou a realização do encontro diplomático amplo, que contará com representantes de diversas embaixadas — não apenas a dos Estados Unidos.
Lisura do processo
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que frequentemente defende publicamente as urnas eletrônicas e rechaça qualquer dúvida levantada sobre o sistema de votação brasileiro, se manifestou após Flávio Bolsonaro (PL) questionar o sistema citando dados de uma empresa venezuelana, reafirmando a lisura do processo eleitoral.
Inflação dos alimentos ameaça Lula

A perda de poder de compra provocada pela inflação dos alimentos já se converteu em uma das maiores vulnerabilidades do governo Lula rumo à disputa presidencial. É o que demonstra um levantamento produzido pela gestora de capitais Kinitro, que quantificou o impacto direto da carestia sobre a avaliação do Executivo federal.
Preocupante
Segundo o estudo, a cada redução de 1 ponto percentual no poder de compra da população, a avaliação positiva do governo sofre uma queda automática de 0,4 ponto ao longo de um trimestre. Trata-se de um dado preocupante para o Planalto, especialmente porque a carestia anula os efeitos de indicadores econômicos supostamente favoráveis, como emprego e renda. Em outras palavras, mesmo quando o governo tenta vender números positivos, o peso do carrinho de supermercado fala mais alto para o eleitor.
Milei: governo de Lula pagou campanha anti-argentina

Uma nova crise diplomática entre Brasil e Argentina ganhou força neste domingo (26), depois que o presidente Javier Milei afirmou, em entrevista à rádio Mitre, que o governo de Lula direcionou dinheiro para uma suposta campanha anti-argentina em meio à Copa do Mundo de 2026. Segundo o líder argentino, a seleção e o país vêm sendo alvo de uma série de críticas coordenadas.
Acusação direta
De acordo com Milei, um quarto dos recursos utilizados nessa ofensiva teria origem no governo do Brasil. Ele também apontou a administração mexicana e o Partido Democrata, dos Estados Unidos, como envolvidos na articulação.
O papel de Michelle na campanha de Flávio

Aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro avaliam que ela não deve participar das principais decisões da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, apesar da reaproximação entre os dois. Eles dizem que ela poderá ajudar o enteado com gravações de vídeos e mobilização de apoiadores para pedir votos ao chamado filho zero um de Jair Bolsonaro.
Candidatura
Se confirmar a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle deve priorizar a própria campanha em um segundo momento, segundo a avaliação de aliados. Ela e Flávio fizeram as pazes depois que o senador divulgou um vídeo com um pedido público de desculpas à ex-primeira-dama.
Priscila ganha força para vice de Flávio

A vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), aliada de Michelle Bolsonaro, passou a ganhar força entre aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial do senador. A movimentação ocorre em meio à possibilidade de o PL lançar uma chapa pura, sem coligação com outros partidos, e após gestos públicos de reaproximação entre Flávio e a ex-primeira-dama.
Mulher do Nordeste
Priscila é citada por interlocutores de diferentes alas da campanha como uma alternativa competitiva para a composição. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), tem defendido que a vice seja uma mulher do Nordeste, perfil considerado estratégico diante da desvantagem de Flávio em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na região.
Mulher evangélica
Entre os atributos apontados por conservadores estão o fato de Priscila ser evangélica, jovem, mãe e ter exercido mandato como deputada federal durante parte da atual legislatura, por ser suplente. Ela também foi a vereadora mais votada de Fortaleza em 2024, fator usado por seus defensores para sustentar que possui base eleitoral relevante no Ceará.
Hana e Daniel empatados no Pará

A governadora Hana Ghassan (MDB) esta empatada tecnicamente na disputa pelo Governo do Pará em dois cenários de primeiro turno e segundo em pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27). No principal cenário, ela aparece com 24% das intenções de voto, seguida por Daniel Santos (Podemos), com 20%.
Empate técnico
No segundo cenário, sem a presença de Mário Couto (DC), segue com empate técnico, Hana Ghassan amplia a vantagem e registra 25%, enquanto Daniel Santos sobe para 23%. O levantamento também aponta que 68% dos eleitores afirmam que ainda podem mudar o voto até a eleição.
Segundo turno
Na simulação de segundo turno, a disputa aparece tecnicamente equilibrada. Hana Ghassan tem 36% das intenções de voto, contra 35% de Daniel Santos. Outros 18% dos entrevistados se declararam indecisos, enquanto 11% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
Moro lidera no PR, seguido por Requião Filho

O senador Sergio Moro (PL) aparece na liderança da disputa pelo governo do Paraná em todos os cenários de primeiro e segundo turno testados pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27). O levantamento também mostra o deputado estadual Requião Filho (PDT) como principal adversário do ex-juiz, enquanto o secretário estadual Sandro Alex (PSD), apontado como possível sucessor do governador Ratinho Junior (PSD), permanece na quarta colocação em todas as simulações.
Três cenários
Nos três cenários de primeiro turno avaliados, Moro oscila entre 39% e 40% das intenções de voto, mantendo vantagem confortável sobre os demais concorrentes. Em todas as simulações, Requião Filho ocupa a segunda posição, seguido pelo ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB). Sandro Alex aparece em quarto lugar, repetindo o desempenho registrado na pesquisa anterior, divulgada em abril.
Paes lidera no Rio em todos os cenários

Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança em todos os cenários testados para o governo do Rio de Janeiro em 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27). O ex-prefeito do Rio chega a 42% das intenções de voto nas simulações de primeiro turno.
Principal cenário
No principal cenário de primeiro turno, Paes soma 38% das intenções de voto. Na sequência aparecem Anthony Garotinho (Republicanos) e Douglas Ruas (PL), empatados com 10%. William Siri (PSOL) tem 2%, enquanto André Marinho (Novo), Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU), Juliete Pantoja (UP) e Wilson Witzel (DC) registram 1% cada. Luan Monteiro (PCO) não pontuou. Os indecisos são 19%, e os que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer somam 16%.
Segundo cenário
Em um segundo cenário, sem Anthony Garotinho, Eduardo Paes amplia a vantagem e aparece com 42%. Douglas Ruas fica com 11%. William Siri tem 2%, Coronel Busnello e Wilson Witzel marcam 2% cada, enquanto André Marinho, Cyro Garcia, Juliete Pantoja e Luan Monteiro registram 1%. Nesse caso, 18% estão indecisos e 19% dizem que votarão em branco, nulo ou não irão votar.
Empate entre Raquel Lyra e João Campos

Uma pesquisa do Instituto Múltipla divulgada nesta segunda-feira (27) mostra um empate na disputa pelo Governo de Pernambuco. Com Raquel Lyra (PSD) tendo 44% das intenções de voto e João Campos (PSB) com 40%. A margem de erro da pesquisa é de 3,3 pontos percentuais.
Segundo turno
No segundo turno, Raquel aparece com 45% e João com 41%, também em situação de empate técnico. Na rejeição, 33% dizem que não votariam na governadora, enquanto 29% afirmam o mesmo em relação ao socialista.

















