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Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Ratinho Jr. foca em projeto

Governador do Paraná e pré-candidato à Presidência da República se pronuncia sobre o cenário político nacional. (Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil)

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), pré-candidato à Presidência da República em 2026, defendeu que a eleição deve ser centrada em “projeto” e não em “nomes”. Em pronunciamento nesta quarta-feira, 14 de janeiro, ele criticou a “política de brigas” que, segundo ele, não traz resultados para a população, exemplificada pela “dona Maria”. Ratinho Jr. contrastou a estagnação nacional na educação com os avanços no Paraná, que possui, segundo ele, a melhor rede do país. Disse estar aberto a liderar um “novo projeto” para o Brasil se for o nome escolhido internamente pelas forças políticas, mas reforçou que essa construção deve ser coletiva. A fala sinaliza a disposição do governador em buscar uma candidatura presidencial desde que haja aglutinação em torno de uma proposta concreta.

 

 

Debate sobre Indústria Nacional

Segundo o diretor do IUB, Antônio Castilho, a meta é qualificar o debate legislativo e estimular o governo e o setor produtivo em busca de um crescimento sustentável, em um ano considerado ao mesmo tempo desafiador e animador para o setor. (Foto: Bruno Spada / Agência Câmara)

O Instituto Unidos pelo Brasil (IUB) promoverá na próxima quinta-feira, 22 de janeiro, um debate virtual com o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Logen. O objetivo é discutir os principais desafios e oportunidades para a indústria nacional, incluindo competitividade, acesso a novos mercados e agregação de valor. O evento marca o início de uma série de encontros que o instituto planeja realizar com líderes industriais de outros estados. O IUB, que apoia a Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios (FPN) no Congresso Nacional, busca qualificar o debate legislativo e estimular políticas para um crescimento sustentável do setor produtivo. A FPN é presidida pelo deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE). 

 

 

 

Toffoli recua e amplia buscas

Dias Toffoli autoriza a Polícia Federal a realizar novas buscas e prisões temporárias em investigação sobre o Banco Master. (Foto: Gustavo Moreno / STF)

De acordo com informações apuradas junto a parlamentares do “centrão” e de fontes ligadas ao Planalto, o recuo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que reverteu a ordem de lacrar provas na Corte e as enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR), aponta para um cenário em que as investigações sobre o Banco Master devem ficar restritas ao círculo do dono do banco, Daniel Vorcaro. O ministro havia autorizado, a pedido da PF, novas diligências, a prisão temporária do cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, e buscas no empresário Nelson Tanure. A expectativa em setores políticos, é de que as investigações poderiam atingir uma parcela mais ampla da classe política, ao que parece, segundo as fontes, estar sendo contida com a manutenção do caso sob estreito controle do STF e da PGR.

 

 

Peritos criticam decisão do STF

Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) emitiu nota pública sobre a importância da perícia criminal oficial na produção de provas científicas. (Foto: Reprodução / Internet)

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) manifestou preocupação com as decisões do ministro do STF, Dias Toffoli, no caso do Banco Master. Em nota pública, a entidade criticou a determinação que enviou o material apreendido pela Polícia Federal diretamente à PGR, sem a realização prévia da perícia criminal oficial. A APCF alerta que a postergação da análise pericial, especialmente de dispositivos eletrônicos, pode levar à perda irreparável de vestígios e comprometer a prova científica. A associação reforçou que a produção da prova material é atribuição legal das unidades de criminalística da PF, como o Instituto Nacional de Criminalística, que detêm a expertise técnica necessária. O caso envolve a investigação de supostas fraudes no Banco Master, com buscas, apreensões e prisões temporárias autorizadas pelo STF na semana passada.

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Orçamento sem R$ 400 milhões de emendas

Lei Orçamentária sancionada nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, com valor total aprovado de R$ 6,54 trilhões e veto a emendas parlamentares no montante de R$ 400 milhões pode causar atrito no retorno do recesso parlamentar. (Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR)

De acordo com informações apuradas junto a parlamentares do “centrão” e de fontes ligadas ao Planalto, o presidente Lula sancionou o Orçamento de 2026 com vetos de R$ 400 milhões a emendas parlamentares, uma medida que pode causar tumulto no Congresso. Apesar da reação contrária esperada de parte dos deputados e senadores, Lula aposta na “sintonia fina” com os presidentes das duas Casas, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para sustentar os cortes e manter o veto. O Orçamento, de R$ 6,54 trilhões, prioriza saúde (R$ 271,3 bi) e educação (R$ 233,7 bi), eleva o salário mínimo para R$ 1.621 e garante verbas ao Bolsa Família. A estratégia do Planalto inclui ainda o remanejamento de R$ 7 bilhões em emendas por decreto, buscando blindar programas sociais e retomar o controle do caixa.

 

 

Acordo Mercosul-UE

Segundo o vice-presidente, o acordo entre Mercosul e União Europeia, após quase 27 anos de idas e vindas, num momento de preocupação no atual cenário global, envia uma importante mensagem de defesa do multilateralismo e do livre comércio para o mundo. (Foto: Diego Campos / Secom-PR)

De acordo com vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a aprovação final do acordo entre Mercosul e União Europeia, após 25 anos de negociações, representa uma vitória diplomática e econômica para o governo Lula. Alckmin, que comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDICS) afirmou ainda que o tratado, que cria uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo, “vai trazer mais emprego, mais renda e fortalecer o agronegócio e a indústria”. Com um mercado conjunto de 720 milhões de pessoas e um PIB somado de US$ 22 trilhões, o acordo elimina tarifas para a maior parte dos produtos e deve ser assinado no Paraguai no próximo sábado (17). A expectativa é que entre em vigor ainda no segundo semestre de 2026, fortalecendo as exportações brasileiras.

 

 

 

Progressão de pena

O hacker foi condenado por invadir sistemas do CNJ e quando depôs na Câmara sobre envolvimento da ex-deputada Carla Zambelli no caso, confirmou que invadiu a mando da ex-deputada. (Foto: Vinicius Loures / Agência Câmara)

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou a progressão de regime do hacker de Araraquara, Walter Delgatti Neto, do regime fechado para o semiaberto. A decisão, publicada em 9 de janeiro de 2026, atendeu a um pedido da defesa, que foi endossado pela PGR. Delgatti cumpre pena de 8 anos e 3 meses por crimes de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. O relator considerou cumpridos os requisitos legais, pois o condenado já cumpriu mais de 20% da pena (700 dias, sendo exigidos 667) e apresentou ótimo comportamento carcerário, atestado pela direção do presídio. A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo foi determinada a transferi-lo para um estabelecimento adequado ao novo regime.

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Desinformação do PiX

Vice-líder do governo, o petista mineiro protocola na Procuradoria da Democracia da AGU pedido de investigação contra o bolsonarista mineiro, Nikolas Ferreira, por suposta desinformação institucional qualificada. (Foto: Kayo Magalhães / Agência Câmara)

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou um pedido de providências na Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (AGU) contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A representação acusa Nikolas de divulgar, em vídeo, “desinformação qualificada” sobre o sistema PiX e normas da Receita Federal, construindo uma narrativa falsa de “monitoramento oculto” e “controle da população”. No documento, Correia sustenta que o bolsonarista mineiro usou seu mandato para dar credibilidade a alegações juridicamente distorcidas, imputando má-fé institucional ao Estado e gerando alarme social. O petista pede a instauração de um procedimento de apuração pela Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia da Advocacia-Geral da União (AGU) e o encaminhamento do caso à Polícia Federal e à PGR para análise de responsabilidades.

 

 

Safra de grãos bate recorde

Somadas, as produções de grãos no Brasil entre 2023 e 2025 chegaram a 955,23 milhões de toneladas. A produção nacional de soja, milho, algodão, sorgo e café do tipo canephora quebrou recordes. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

O Brasil bateu um novo recorde na produção de grãos em 2025, com 346,1 milhões de toneladas, a maior marca da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciada em 1975. O resultado consolida um triênio excepcional (2023-2025), que somou 955,23 milhões de toneladas, superando em quase 200 milhões a produção do triênio anterior (2019-2021). Soja e milho lideram a safra, com produções recordes de 166,1 e 141,7 milhões de toneladas, respectivamente. O crescimento é atribuído principalmente aos ganhos de produtividade e ao investimento em tecnologia, com a área plantada aumentando em ritmo menor. A região Centro-Oeste responde por 51,6% da produção nacional, com Mato Grosso como maior produtor individual. Para 2026, a previsão é de uma leve redução, mas ainda assim a segunda maior safra da história.

 

 

Veto de Lula à LDO ameaça seguro rural

A bancada do agro afirma que, sem garantia na LDO, o risco não está no valor aprovado pelo Congresso, mas na possibilidade de o governo não executar integralmente os recursos, como ocorreu em 2025. (Foto: Divulgação / FPA)

O veto do presidente Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 manteve a subvenção ao seguro rural como despesa discricionária, suscetível a contingenciamentos. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) alerta que, sem a proteção orçamentária, mesmo com R$ 1,017 bilhão aprovados, o programa repete o corte de 2025, quando quase metade dos recursos foi bloqueada. A insegurança compromete o planejamento da safra, em um cenário de aumento de eventos climáticos extremos. A bancada do agro anuncia articulação para derrubar o veto quando o Congresso retomar os trabalhos, em fevereiro, buscando equiparar o seguro rural ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), que tem despesa obrigatória e orçamento de R$ 6,618 bilhões.

 

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