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Gilmar vê derrota de indicação ao STF como sinal de fragilidade política do governo

(Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, classificou como reflexo de uma crise política a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado para uma vaga na Corte. Para o decano do STF, o episódio evidenciou as dificuldades de articulação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional.

Em entrevista ao SBT News, Gilmar ressaltou que a derrota não está relacionada à capacidade técnica ou aos requisitos profissionais de Messias. “Não se trata de uma rejeição por falta de requisitos profissionais, se trata de uma crise política”, afirmou o ministro.

Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários no plenário do Senado, resultado insuficiente para alcançar os 41 votos necessários à aprovação. A rejeição expôs a fragilidade da base governista e acendeu um alerta no Palácio do Planalto sobre a condução política de temas estratégicos.

Segundo Gilmar, a dificuldade do governo em formar maioria no Congresso acaba ampliando o protagonismo do Supremo em questões institucionais. “Esse quadro leva a uma necessidade maior de intervenção do STF e isso também provoca fricções na relação entre governo e Congresso”, declarou.

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O ministro também descartou especulações sobre uma suposta articulação de integrantes da Corte para enfraquecer a indicação. Para ele, o episódio deve servir como ponto de reflexão para que o governo reveja sua estratégia de articulação política e fortaleça sua relação com o Legislativo.

Da redação com informações do site CNN BRASIL

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