Ajufe aprova nova regra que disciplina penduricalhos

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) manifestou apoio à Resolução Conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) 14 de 2026, aprovada por unanimidade. O texto regulamenta verbas indenizatórias do regime remuneratório da magistratura e dos membros do Ministério Público, extinguindo rubricas fragmentadas em mais de noventa tribunais.
Pontos positivos
A medida corrige distorções históricas decorrentes da transição incompleta do regime de subsídio prevista nas emendas constitucionais 19 de 1998 e 45 de 2004. A resolução mantém parcelas como antiguidade e gratificação por acúmulo de jurisdição, ambas com fato gerador comprovado e limitadas ao teto constitucional.
Caráter transitório
A Ajufe ressalta que a solução é transitória, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), e vigora até a aprovação de lei ordinária nacional. A magistratura enfrenta vedações constitucionais exclusivas como dedicação exclusiva, quarentena, restrições a manifestações. A Ajufe defende diálogo no Congresso para consolidação definitiva, reafirmando que adequação remuneratória não é benefício corporativo, mas reconhecimento de papel central no Estado Democrático de Direito.
Eleição histórica

A Ajufe elegeu ainda na última terça, 7, a juíza federal Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira como sua nova presidenta. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo na história da entidade. A eleição ocorreu em chapa única, e a posse está marcada para 10 de junho, para o biênio 2026–2028. A magistrada destacou que a participação expressiva dos associados demonstra o consenso da carreira em torno de seu nome.
Trajetória sólida
Com 15 anos de magistratura, Ana Lya ingressou na Justiça Federal em 2011 entre os primeiros colocados em concurso. Atuou em varas criminais e atualmente exerce jurisdição cível e criminal na 2ª Vara Federal de Cáceres (MT). Destacou-se em conciliação, gestão judicial, formação acadêmica e projetos sociais de educação e cidadania.
Responsabilidade dobrada
Ana Lya afirmou que ser a primeira mulher presidente reforça a importância do papel das mulheres na magistratura. Ela assume o desafio de representar a magistratura federal em um momento de transformações institucionais, mantendo o compromisso com o fortalecimento da Justiça e com a aproximação do Judiciário à sociedade. O mandato terá duração de dois anos.
Messias no STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que antes resistia a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a Suprema Corte, agora já aceita a sua nomeação. O impasse surgiu à época porque Alcolumbre queria o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) fosse o indicado pelo presidente Lula para assumir a cadeira que ficou caga com a aposentadoria do ex-ministro Luís Barroso. Com Pacheco como pré-candidato a governador de Minas Gerais, as portas se abriram para a aprovação de Messias.
Conamp aprova
A escolha por Messias teve o aval da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), que emitiu nota pública de apoio à indicação do advogado-geral da União para ministro o STF. A entidade destacou sua trajetória técnica, compromisso com a Constituição, defesa das instituições democráticas, formação acadêmica, experiência, capacidade de diálogo e conduta ilibada, afirmando que sua presença na Corte fortalecerá as instituições e a justiça para a sociedade brasileira.
Articulação política
Os quatro meses de protelação de Alcolumbre serviram para Messias angariar votos. Levantamento feito por líderes governistas aponta mais de 50 senadores favoráveis. Bastam 41. Valdemar Costa Neto (PL) afirmou que “não adianta ser contra porque eles têm maioria”. Alcolumbre enviou a indicação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), indicando o senador Weverton Rocha (PDT-MA) como relator, que já anunciou que apresentará parecer favorável à nomeação.
Brasileiros preferem trabalho via CLT

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada mostra que o emprego com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), é a maior busca por brasileiros que procuraram trabalho nos últimos meses.
36,3%
36,3% dos brasileiros afirmaram preferir a contratação através da CTPS. O trabalho autônomo aparece em segundo lugar com 18,7%, seguido pelo modelo de prestação de serviços via microempreendedor individual (MEI), que atingiu 12,3%. As plataformas digitais atraem 10,3% dos brasileiros, e 9,3% buscam abrir o próprio negócio. Especialistas ouvidos pela pesquisa apontam que o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social é considerado um diferencial relevante na busca por empregos.
Maior procura entre os jovens
Entre os jovens, a preferência pela CTPS é ainda mais forte: 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos e 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos priorizam o modelo via CLT. Segundo a CNI, o emprego com carteira assinada traz mais segurança no início da carreira. O trabalho por plataformas digitais é visto majoritariamente como complemento de renda e apenas 30% dos que atuam nessa modalidade consideram a atividade como principal fonte de sustento.
Alta satisfação
A pesquisa aponta um elevado nível de satisfação no mercado de trabalho: 95% estão satisfeitos com o emprego atual, sendo 70% muito satisfeitos. Apenas 4,6% estão insatisfeitos e 1,6% muito insatisfeitos. A mobilidade é limitada: só 20% buscaram outro emprego recentemente, índice que cai para 9% entre os que têm mais de cinco anos na mesma função. O levantamento ouviu duas mil e oito pessoas em outubro de 2025 e foi realizado pelo Instituto Nexus.
Sete candidatos disputam vaga no TCU

Sete deputados disputam a vaga de conselheiro-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) aberta com a aposentadoria de Aroldo Cedraz. Os candidatos são: Adriana Ventura (Novo-SP), Danilo Forte (PP-CE), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Podemos-ES), Hugo Leal (PSD-RJ), Odair Cunha (PT-MG) e Soraya Santos (PL-RJ).
Sabatina
Na próxima segunda-feira, 13, a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) realizará uma sabatina com os sete candidatos. Essa será a primeira vez que este tipo de expediente é realizado para a escolha de um integrante do TCU. A votação está prevista para acontecer na terça, 14, no plenário com voto secreto. O cargo é vitalício até aos 75 anos e tem remuneração de cerca de R$ 41 mil.
Candidato do governo
O deputado Odair Cunha registrou sua candidatura com apoio formal de 12 partidos (Republicanos, PT, PP, MDB, PSB, PDT, PV, PCdoB, PSOL, Solidariedade, Cidadania e PRD) e apoio formal do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que firmou acordo com o PT em 2024. Apesar do favoritismo, candidaturas próprias de outras legendas mantêm a disputa aberta. Danilo Forte trocou o União Brasil para PP para poder se lançar candidato avulso com indicação do PSDB, Hugo Leal tenta ampliar apoios para além do PSD.
Mulher no TCU
Soraya Santos foi a última a entrar na disputa, após o PL desistir de Hélio Lopes (PL-RJ). O senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defendeu o nome de Soraya por tentar se aproximar ao público feminino, argumentando que o TCU não tem nenhuma mulher ministra, já que a última foi Ana Arraes, que deixou o tribunal em 2022.
Otimismo por Soraya no TCU

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), pré-candidato ao governo de Mato Grosso, vê com otimismo a candidatura da deputada Soraya Santos (PL-RJ) à vaga de ministra-conselheira do TCU. Para o senador, a iniciativa converge com propostas que já defende no Congresso e representa um avanço na ampliação da presença feminina em cargos de decisão.
50% de vagas para mulheres
Fagundes é autor do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 155 de 2026, que estabelece reserva de ao menos 50% das indicações do Congresso Nacional ao TCU para mulheres, visando corrigir a histórica baixa participação feminina na Corte. Ele também é autor do Projeto de Lei (PL) 763 de 2021, que prevê reserva mínima de 30% das cadeiras para mulheres nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas estaduais e no Congresso Nacional.
Oportunidade
O senador defende ampliar essas políticas também para o Executivo e órgãos de controle. Para Fagundes, o momento representa uma oportunidade concreta de avançar em uma pauta histórica: o fortalecimento da participação feminina nas instituições públicas brasileiras.
Candidatura autônoma

Danilo Forte, candidato ao TCU, divulgou nota afirmando que sua candidatura foi construída desde o ano passado com diálogo franco e não será retirada por pressões de cúpulas partidárias. Ele diz não temer o plenário, onde reside a essência da democracia da Câmara, e defende que a decisão seja pela vontade soberana da maioria, não por imposições prévias. Acredita que foi no plenário que aprovou emendas impositivas e o cronograma de pagamentos.
Crítica a cúpula do PL
Forte criticou a movimentação da cúpula do PL ao lançar Soraya Santos, afirmando que reproduz a polarização nacional e beneficia o PT, chamando a atitude de “incoerência evidente”. O parlamentar cearense questionou o constrangimento público ao deputado Hélio Lopes e o patrocínio de uma candidatura marcada pelo “baronato dos líderes”. segundo ele, se a intenção fosse ampliar a diversidade do TCU, a agenda feminina teria sido assumida desde o início, e não de forma oportunista.
Soberania do plenário
O parlamentar afirma que sua candidatura representa a defesa da democracia interna da Câmara, a proteção às prerrogativas do Legislativo e o respeito inegociável à soberania do plenário. Forte rejeita negociações que afastem parlamentares de seu papel central e pede que a Casa não se curve a pressões ou “atalhos infantis”. Segundo ele, a escolha para o TCU deve refletir o compromisso com a institucionalidade e a independência entre os Poderes.
Derrubada de veto

O senador Jorge Seif (PL-SC) articulou diretamente com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a realização de sessão conjunta no dia 30 de abril para análise do veto 3 de 2026, referente ao “PL da Dosimetria”, que abrevia penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Solução agendada”
“Essa foi uma negociação de alto nível, entre um senador e o presidente do Congresso Nacional. Vamos, enfim, conseguir solucionar essa questão que tanto mal tem causado a pessoas que estão presas até hoje”, afirma Seif.
Medição
Segundo levantamento da Quaest em parceria com a Genial Investimentos, de outubro de 2025, 47% dos brasileiros são contra qualquer tipo de anistia, ou redução de penas para os condenados do 8 de janeiro de 2023. 35% se posicionam a favor de anistia ou ao “PL da dosimetria”, que reduz as penas aos condenados.
LATAM Energy Week 2026

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), pré-candidato ao governo de Mato Grosso, participou da LATAM Energy Week 2026 no Rio de Janeiro, dentro do Fórum Brasileiro de Líderes em Energia Elétrica. O evento reúne dirigentes, autoridades e investidores para debater a transição energética e a modernização da matriz brasileira.
Integração urgente
O senador destacou que energia e infraestrutura precisam caminhar juntas para garantir competitividade. “Sem logística eficiente, corremos o risco de perder competitividade”, afirmou. O senador ressaltou o potencial de Mato Grosso na produção de biocombustíveis e a necessidade de ampliar investimentos em escoamento e disse que o estado prova que o Brasil pode liderar a transição energética global, mas é preciso garantir que a produção chegue aos mercados com eficiência.
Energisa
Fagundes manifestou preocupação com a qualidade da energia em Mato Grosso diante da renovação do contrato da Energisa. Ele defendeu que a renovação signifique melhoria real no serviço, com menos interrupções e tarifas justas, pedindo diálogo entre setor público, iniciativa privada e investidores, com foco em segurança jurídica, previsibilidade e redução de custos. No final, o senador concluiu afirmando que o país precisa transformar potencial energético em crescimento e empregos. Não há condenados mencionados no material.
Agro de MS em alta

A 86ª edição da Expogrande foi aberta em Campo Grande com o tema “O futuro do agro está aqui”. O governador Eduardo Riedel (PP) destacou que Mato Grosso do Sul é o único estado com meta de se tornar carbono neutro até 2030, resultado da modernização do agronegócio. Ele afirmou que a redução da pobreza ocorre principalmente pela geração de empregos, não apenas por programas sociais, e pediu menos tributação e mais estímulo à produção.
Líderes empresariais e políticos
O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bumlai, ressaltou a diversificação produtiva e a agroindustrialização. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, destacou a parceria com o governo e a retirada do ICMS sobre o óleo diesel. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) elogiou o perfil tecnológico e sustentável do estado. Estiveram presentes os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS), Rogério Marinho (PL-RN), deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) e o senador, pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro.
Recordes e inovação
A feira ocorre entre 9 e 19 de abril no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Em 2025, movimentou R$ 641 milhões e recebeu mais de 125 mil visitantes. A programação inclui leilões, palestras, exposição de animais e um pavilhão tecnológico com mais de 40 empresas e startups, aproximando inovação e produtor rural. O evento reafirma seu papel como vitrine do agronegócio brasileiro.






















