MATO GROSSO

“Aqui se faz, aqui se paga”, diz Julio Campos ao comentar sobre grupo de Mauro Mendes

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O deputado estadual Júlio Campos (União) ironizou o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União) após a decisão do partido de barrar a candidatura do senador Jayme Campos (União) ao governo de Mato Grosso e apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Na primeira sessão da Assembleia Legislativa (ALMT) após o recesso nesta quarta-feira (12), Júlio associou a derrota política à deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal.

Ao comentar a convenção estadual do União Brasil, o deputado lamentou a rejeição ao nome de Jayme e afirmou que o senador apresentava potencial de 22% nas pesquisas de intenção de voto. Para Júlio, o partido optou por outro caminho ao decidir apoiar Pivetta na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Em tom irônico, o parlamentar relacionou a decisão partidária às investigações sobre um acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o governo estadual e a Oi S.A. “Mas isso faz parte, passada a convenção, uma semana depois, como diz o ditado: ‘aqui se faz, aqui se paga’”, afirmou.

Júlio também citou manifestações anteriores da deputada Janaina Riva (MDB) e do ex-governador Pedro Taques sobre o caso. “Passado tudo isso, houve essa lamentosa e infeliz operação do Caso Oi, que foi denunciada desta tribuna pela deputada Janaina Riva e depois pelo ex-governador e ex-procurador da República Pedro Taques”, disse. “Que se faça justiça”, completou.

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A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (6) para investigar suspeitas de desvios relacionados ao acordo entre o Estado e a empresa de telefonia. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além de determinada a indisponibilidade de bens de 61 pessoas físicas e jurídicas. Entre os alvos citados estão a ex-primeira-dama Virgínia Mendes, seus três filhos e o ex-secretário Mauro Carvalho, além de familiares dele.

Na mesma sessão, Júlio negou que tenha desistido de disputar a reeleição para a Assembleia após a derrota de seu grupo na convenção. Segundo o deputado, a informação vinha sendo divulgada por lideranças e outros políticos. O episódio expõe a divisão interna no União Brasil, que chega ao período eleitoral após uma disputa entre grupos da própria sigla e com diferentes projetos para a sucessão estadual.

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