Em nota emitida pela secretaria de Planejamento e Orçamento, o estado de Roraima assinalou que “acompanha com preocupação as informações sobre a elevação da alíquota do imposto ad valorem por parte do governo venezuelano”; 70% das relações comerciais do estado é com o país vizinho.
Por Humberto Azevedo
Após o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, imitar o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, e taxar as exportações brasileiras para aquele país com alíquotas que variam de 15% a 77%, o estado de Roraima por meio da secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan), espera que os canais diplomáticos restabeleçam o “equilíbrio comercial” do Brasil com o país vizinho.
Na nota emitida pela Seplan, o estado de Roraima assinalou que “acompanha com preocupação as informações sobre a elevação da alíquota do imposto ad valorem por parte do governo venezuelano”. 70% das relações comerciais do estado é com a Venezuela.
“A Venezuela é atualmente o principal parceiro comercial de exportações do estado, sendo responsável por mais de 70% da movimentação externa registrada nos últimos anos. Qualquer medida que encareça os produtos brasileiros no mercado venezuelano afeta significativamente a competitividade das nossas mercadorias, com impacto direto sobre os empresários locais, o agronegócio, a geração de empregos e, por consequência, a arrecadação estadual”, pontua a secretaria de Planejamento de Roraima.
“Diante dessa situação, o governo de Roraima está em contato com o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Fazenda e demais autoridades federais, buscando esclarecimentos e alternativas diplomáticas para preservar o equilíbrio da relação comercial entre os dois países. A Seplan reafirma o compromisso com a defesa dos interesses da economia e o bem-estar comum dos roraimenses”, finalizou.
A Venezuela é o principal parceiro comercial de Roraima desde 2019. Em 2024, o estado exportou para a nação vizinha quase R$ 800 milhões especialmente em produtos como farinha, cacau, margarina e cana de açúcar, todos com direito à isenção do imposto. Sem o acordo, a Venezuela cobra de 15% a 77% sobre cada item brasileiro.




















