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SOBRETUDO. Quando até quem lidera precisa apagar incêndio

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A reunião do PL na Casa d’Agronômica não foi apenas mais um encontro partidário. Foi um movimento de contenção. E isso, por si só, já diz bastante sobre o momento do partido em Santa Catarina.

O partido mais organizado também tem fissuras

O PL vinha sendo tratado como o grupo mais alinhado do cenário.

Com comando claro, projeto definido e avanço consistente na base.

Mas o encontro convocado por Jorginho Mello revela outra camada. Até o partido mais estruturado precisa reorganizar suas próprias tensões

E elas existem.

O conflito que ninguém conseguiu ignorar

A disputa entre Ana Campagnolo e Carlos Bolsonaro deixou de ser ruído e virou problema político real.

A origem é conhecida

a entrada de Carlos no cenário catarinense desorganizou um arranjo que já estava sendo construído

Desde então, o conflito migrou do bastidor para o público e especialmente para o digital, o que muda tudo, porque conflito digital contamina base
e base é voto.

Jorginho assume papel de articulador interno

O movimento do governador foi clássico. Juntar, apaziguar e alinhar

A expressão usada por ele resume bem “ciscar para dentro”. Trazer o conflito para dentro antes que ele exploda para fora. Isso mostra uma mudança de função de líder de governo para gestor de crise partidária.

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A unidade foi construída… mas não resolvida

O encontro terminou com gesto simbólico pedido de desculpas, foto conjunta e discurso de união.

Mas quem estava presente relata um ponto importante, o clima não foi natural.

Isso indica que a tensão foi administrada
não superada. E isso faz diferença lá na frente.

A ausência que também fala

A não participação de Júlia Zanatta não passou despercebida nos bastidores.

A leitura interna aponta para insatisfação com a forma como Carlos Bolsonaro vem se relacionando com as bases do partido. E isso toca no ponto mais sensível política em SC ainda depende de base organizada.

Quem não constrói base dificilmente sustenta candidatura.

A nominata mostra força… e estratégia

A apresentação de 41 pré-candidatos a deputado estadual e 17 a deputado federal, com projeção de mais de 2,5 milhões de votos não é apenas número, é sinal de estratégia.

O PL está estruturando sua força onde a eleição se decide na proporcional.

Flávio Bolsonaro como fator de alinhamento

A vinda de Flávio Bolsonaro funciona como elemento de coesão. Une discurso,
une projeto e ajuda a reorganizar o campo.

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Mas também reforça um ponto o PL estadual está cada vez mais conectado ao projeto nacional.

 

PONTO DE VISTA

O encontro do PL revela uma verdade que começa a se consolidar na política catarinense.

Nenhum partido está imune a conflito interno. Nem mesmo o mais organizado.

A diferença não está na ausência de problema. Está na capacidade de gestão dele.

O PL mostrou que tem comando para reagir rápido, reunir lideranças e tentar alinhar discurso. Mas também deixou claro que sua unidade não é automática. Precisa ser construída, mantida e, às vezes, corrigida.

Enquanto outros partidos ainda tentam decidir seus caminhos, o PL já está em outra fase. A de ajustar o próprio funcionamento interno para sustentar um projeto maior.

No fim, isso revela algo importante.

A eleição não será apenas sobre quem tem mais apoio.

Será sobre quem consegue manter o próprio time jogando junto.

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