O aumento de casos de meningite em Mato Grosso este ano têm preocupado as autoridades de saúde. De 1º de janeiro a 10 de junho deste ano, foram registrados 27 casos, incluindo a morte de um bebê de um ano em Cuiabá por meningite bacteriana, a forma mais grave da doença no dia 17 de maio. Ao todo, já são seis mortes em 2025. Mesmo com dados parciais, o número atual representa 24% dos 113 casos registrados em todo o ano de 2024. O pico mais recente foi em 2023, com 129 notificações.
Um dos sintomas, dor na nuca, localizada na parte de trás do pescoço, é uma queixa frequente e pode afetar pessoas de todas as idades. Em geral, varia de um desconforto leve a uma dor intensa que limita os movimentos. No entanto, pode ser um sinal da presença da doença no organismo, má postura ou mesmo um problema de pressão que precisa ser investigado.
Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Mato Grosso soma 27 casos de meningite em 2025, com seis óbitos (três por meningite bacteriana), entre 1º de janeiro e 10 de junho. A capital, Cuiabá, registrou 22 notificações até 11 de junho, das quais oito foram confirmadas (três bacterianas, duas virais e três de etiologia não especificada), com cinco casos ainda em investigação e oito descartados.
Os 27 casos de meningite registrados em Mato Grosso em 2025 já equivalem a cerca de 24% das 113 notificações de todo o ano de 2024. Entre 2020 e 2025, o estado somou 484 casos: 60 em 2020, 54 em 2021, 95 em 2022, 129 em 2023 e 113 em 2024.
No país, o Ministério da Saúde confirmou quase 1.980 casos e 168 mortes por meningite entre 1º de janeiro e 4 de abril de 2025. A pasta destaca que a notificação é obrigatória e que a cobertura vacinal pelo SUS supera 90%.
Os dados reforçam a importância da notificação rigorosa, da vigilância ativa e da manutenção de altas coberturas vacinais, especialmente durante o outono e o inverno, quando a meningite bacteriana se torna mais frequente.
A maior incidência entre homens e a variação sazonal — com predominância das formas virais na primavera e no verão — evidenciam a necessidade de estratégias de prevenção contínuas e direcionadas, sobretudo para as faixas etárias mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos.



















