A agente funerária Aline Thaise Nunes Mikna afirmou que servidores públicos sugeriram manter a troca de corpos descoberta após duas famílias sepultarem desconhecidos em Florianópolis. Segundo ela, a orientação teria sido para lacrar os caixões e seguir com os velórios normalmente para evitar que o erro viesse à tona.
A confusão ocorreu após uma falha na liberação dos corpos pelo Instituto Médico Legal (IML). Dois homens foram enterrados pelas famílias erradas no dia 10 de abril, enquanto o corpo de Juliano Henrique Guadagnin, de 24 anos, permaneceu retido no instituto. A Polícia Científica negou que tenha havido qualquer sugestão para ocultar o caso.
Um relatório interno do IML responsabiliza a funerária pela retirada equivocada dos corpos. Segundo o documento, o agente funerário teria removido o corpo errado ao confundir Patrick Nunes Ferreira com Juliano. Já a funerária afirma que os documentos estavam corretos, mas que os corpos haviam sido identificados de forma trocada pelos servidores do órgão.
Os corpos foram exumados e sepultados novamente no dia 13 de abril, após nova passagem pelo IML. A Polícia Científica reconheceu erro operacional na unidade de Florianópolis e afirmou que adotou medidas internas. O Ministério Público de Santa Catarina informou que vai instaurar procedimento para apurar o caso.


























