O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta terça-feira (22), em Nova York, da abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O Brasil mantém a tradição de fazer o primeiro discurso entre os Estados-membros, e esta será a décima vez que Lula ocupará a posição. Na sequência, falará o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A fala de Lula deve abordar a soberania brasileira e a defesa de que não haja interferência externa nos processos eleitorais. O combate ao crime organizado também deve entrar no discurso, além de temas da agenda internacional, como paz, combate à fome, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e direitos humanos. Antes da viagem, o presidente afirmou: “Somos um país soberano, com uma economia forte que cuida de sua população e de sua riqueza. Que respeita todos e exige respeito”.
Outro eixo previsto é a defesa do multilateralismo, em um cenário de aumento das tensões geopolíticas. Às vésperas da assembleia, Lula e outros líderes internacionais defenderam a renovação do sistema de cooperação entre países. “Nenhum país, por mais poderoso que seja, pode enfrentar esses desafios sozinho. A cooperação não é um ato de idealismo; é uma necessidade prática”, afirmaram em manifesto publicado no jornal britânico Financial Times.
A assembleia ocorre enquanto a ONU enfrenta dificuldades financeiras, conflitos internacionais e pressão por reformas. A organização aprovou em junho mudanças nas regras financeiras para evitar um agravamento da crise, mas segue com restrições orçamentárias e redução de custos. As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia também colocam em evidência as divisões entre as grandes potências e os limites de atuação do Conselho de Segurança.




















