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ESCRITA QUE TRANSFORMA

Crianças transformam seus hiperfocos em histórias e lançam próprio livro em Cuiabá

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O que começa como um assunto que prende a atenção de uma criança pode terminar virando um livro. Foi assim com pacientes da Clínica Multidisciplinar da Unimed Cuiabá, que transformaram temas de interesse pessoal em histórias escritas por eles mesmos durante o projeto “Escrever é uma Aventura”. O resultado foi apresentado na última quinta-feira (27), durante o lançamento das obras, que reuniu crianças e familiares.

 

A ideia surgiu depois que profissionais identificaram dificuldades relacionadas à escrita a partir de conversas com os pais, no fim de 2025. Em fevereiro deste ano, o projeto começou com apenas um paciente e, diante dos resultados, foi ampliado para outras crianças.

 

A proposta atende participantes a partir dos oito anos, que já tenham algum contato com a escrita na escola. O ponto de partida são os chamados hiperfocos, assuntos pelos quais cada criança demonstra grande interesse. A partir deles, elas pesquisam, organizam informações e começam a construir seus próprios textos.

 

Segundo a fonoaudióloga Viviane Cardoso da Silva, falar sobre assuntos favoritos já apresentava bons resultados durante os atendimentos. A estratégia foi levada para a escrita. Com isso, o exercício deixou de parecer apenas uma tarefa escolar e passou a ter um significado mais próximo da realidade das crianças.

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Durante o processo, cada participante desenvolve o texto em seu próprio ritmo. Depois, as produções recebem elementos de um livro, como capa, índice, conclusão e agradecimentos. No caminho, são trabalhadas leitura, escrita, vocabulário, organização das ideias e diferentes habilidades de linguagem.

 

Os ganhos, porém, não ficaram restritos às páginas produzidas. Nas próprias conclusões, as crianças relataram que passaram a gostar mais de escrever e ampliaram o vocabulário. Para a especialista, também houve avanços na consciência fonológica, na construção de frases, na compreensão de significados e no domínio das regras da escrita.

 

A participação das famílias também teve peso importante. De acordo com Viviane, o contato cotidiano com livros, palavras e histórias ajuda a tornar a leitura e a escrita experiências mais naturais e significativas para as crianças.

 

Mais do que colocar textos no papel, o projeto terminou com crianças vendo suas próprias ideias impressas e reconhecendo-se como autoras. Para Viviane, acompanhar essa transformação até o lançamento foi emocionante. “Ver suas ideias ganhando forma, sendo transformadas em páginas e, finalmente, em um livro, trouxe um sentimento enorme de orgulho e realização”, afirmou.

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Com informações da Assessoria.

 

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