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Abelardo de la Espriella toma posse na Colômbia sob forte esquema de segurança e tensão política

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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, toma posse nesta sexta-feira (7) em Cali, no sudoeste do país, em uma cerimônia marcada por um forte esquema de segurança e pelo clima de tensão política após as eleições. Será a primeira vez em décadas que a transmissão de governo ocorrerá fora de Bogotá, após autorização do Congresso para transferir temporariamente suas atividades à cidade. A solenidade deve reunir cerca de 6 mil convidados e autoridades internacionais, entre elas o rei Felipe VI da Espanha e o presidente da Argentina, Javier Milei.

A escolha de Cali faz parte da proposta do novo governo de descentralizar a política colombiana e ampliar a presença do Estado nas diferentes regiões do país. Segundo De la Espriella, a cerimônia representa “o primeiro passo rumo à descentralização da política e à aproximação do Estado com as regiões”. Para garantir a segurança, mais de 11 mil agentes foram mobilizados, com apoio de drones, sistemas antidrone, veículos blindados e reforço no aeroporto, nas rodovias e nos locais oficiais do evento. Como medida preventiva, também foi proibida a venda e o consumo de bebidas alcoólicas durante esta sexta-feira.

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A posse ocorre em meio à crise política desencadeada após a vitória de De la Espriella no segundo turno. O presidente Gustavo Petro passou a questionar a legitimidade do resultado eleitoral e alegou fraude no processo. Em resposta, o presidente eleito acusou Petro e o então candidato governista Iván Cepeda de tentarem desrespeitar a decisão das urnas e promover um “golpe de Estado” para permanecer no poder, suspendendo, em seguida, as reuniões presenciais da equipe de transição com o governo.

Advogado e empresário de 47 anos, Abelardo de la Espriella estreia na política após vencer sua primeira eleição para um cargo público. Conhecido como “O Tigre”, o líder de direita construiu sua campanha com promessas de endurecer o combate ao crime organizado, reduzir impostos, cortar programas governamentais e ampliar a exploração de petróleo. O Brasil será representado na cerimônia pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará da posse.

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