Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições presidenciais, as pesquisas mais recentes apontam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida eleitoral, mas indicam um cenário ainda aberto. Os levantamentos também não captaram os efeitos dos acontecimentos mais recentes, como o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro relatando um desentendimento com o enteado Flávio Bolsonaro (PL) e o avanço das investigações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA).
As pesquisas Quaest e Datafolha mostram Lula à frente de Flávio Bolsonaro. Na Quaest, o petista aparece com 39% das intenções de voto, contra 29% do senador. Já no Datafolha, os índices são de 41% para Lula e 31% para Flávio. A vantagem foi ampliada após as revelações envolvendo o Caso Master e a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Apesar do desgaste do senador, os levantamentos indicam que nenhum outro nome da centro-direita conseguiu se consolidar como alternativa competitiva. Governadores e lideranças como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Aécio Neves aparecem com percentuais reduzidos e, juntos, somam cerca de 12% das intenções de voto.
Além da movimentação nas pesquisas, a disputa já começou a chegar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que registra aumento no número de ações relacionadas à propaganda antecipada e ao uso de inteligência artificial nas redes sociais antes mesmo do início oficial da campanha.
Para especialistas, o cenário permanece sujeito a mudanças nos próximos meses. O cientista político Aldo Fornazieri afirma que a disputa continua aberta e que novos fatos políticos podem influenciar o comportamento do eleitorado até o dia da votação.
















