CPI abafada

A delação de US$ 30 milhões (R$ 149,7 milhões) de Daniel Vorcaro contra o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT-BA), não vai gerar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Impasse político
Governo e oposição, às vésperas das eleições e todos envolvidos com o banqueiro, concordam em evitar às investigações no âmbito legislativo. Com o regimento do Senado em mãos e falta de vontade política da maioria da “Casa federativa”, Alcolumbre sepulta quaisquer indício de CPI.
Silêncio…
Até porque, até Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – pré-candidato ao Planalto também enrolado com Vorcaro, que antes pedia CPI, agora se cala. O silêncio sobre o assunto no Senado diz tudo!
Conveniência eleitoral
A direita bolsonarista, que deveria exigir transparência e punição, cala-se por conveniência eleitoral, traindo seus próprios discursos. Os liberais que tanto criticam o uso da máquina pública para proteger corruptos, também; e a esquerda, outrora fiscalizadora, agora compactua.
Democracia corroída
Essa conivência bipartidária corrói a democracia e afronta o contribuinte, que paga a conta.
Só MDB se protege contra facções

Levantamento revela que, entre os maiores partidos do país, apenas o MDB adotou até agora regras específicas contra a filiação de pessoas ligadas às facções criminosas para às eleições de 2026.
Infiltração perigosa
Especialistas alertam para uma infiltração do crime organizado na política, enquanto as demais legendas limitam-se a checagens jurídicas básicas, sem mecanismos preventivos rigorosos.
Exemplo
O MDB dá exemplo de responsabilidade; os demais partidos, por omissão, abrem brecha para o crime.
Medidas anti-crimes
O Estado deve proteger a sociedade e a livre concorrência política. Sem regras claras, a bandidagem corrompe a democracia e afasta o cidadão de bem, exigindo urgente aprovação de medidas anti-crimes em todas as legendas.
Ride como saída

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) propõe uma Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) para resolver o impasse entre Mato Grosso e Pará, ganhando apoio de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – como Flávio Dino e Gilmar Mendes.
Cooperação como saída
A ideia cria cooperação entre União, estados e municípios em saúde, educação e segurança, sem alterar limites geográficos, mas reconhecendo a dependência real da população amazônica.
Sem tutela
A proposta é acertada por respeitar o federalismo, evitando estatização e tutela centralista. No entanto, é preciso cautela: a RIDE não pode virar desculpa para novos tributos ou inchaço burocrático.
Ressarcimento e compensação
O ressarcimento de R$ 350 mil mensais a Paranaíta (MT) e a compensação da Lei Kandir (R$ 7 bilhões para Mato Grosso) mostram que soluções negociadas e fiscalmente responsáveis são o caminho.
Pantanal eficiente

Wellington Fagundes propõe ainda política pública contínua para o Pantanal, unindo preservação e desenvolvimento sustentável, cobrando do governo estadual ações preventivas diante de riscos climáticos severos, como estiagem e incêndios.
Pantanal permanente
O senador do PL – pré-candidato ao Palácio Paiaguás – defende planejamento de longo prazo, ciência, infraestrutura (energia e saneamento) e turismo responsável, criticando reações tardias e ações pontuais.
Ciência e iniciativa privada
A visão é acertada ao rejeitar o assistencialismo e priorizar soluções baseadas em mérito, ciência e parcerias privadas, como o “Pantanal Iluminado”. O setor produtivo ambientalmente responsável aplaude a ênfase na continuidade da ideia lastreada em eficiência fiscal, desburocratização e respeito à propriedade, sem vedar o uso econômico do bioma. Porém, falta menção à desregulamentação para atrair investimentos.
Autonomia reguladora

O veto 51 de 2025 do presidente Lula permite contingenciar verbas de agências reguladoras sob pretexto fiscal. Em manifesto de 47 entidades pediu nesta segunda-feira, 15 de junho, a derrubada.
Insegurança jurídica
Segundo o manifesto, os cortes sob as agências reguladoras geram insegurança jurídica, afastam capitais e prejudicam o crescimento.
Asfixia ao livre mercado
Asfixiar agências é sabotar o livre mercado e a estabilidade institucional. Responsabilidade fiscal não significa paralisar a regulação. Assim derrubar o veto é defender o ambiente de negócios.
Parceria estratégica

A missão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que foi ao Panamá avançou em cooperação para logística de fertilizantes, com visita a terminais portuários e abertura de mercado para sementes brasileiras de coco e café.
Agro sem veto
O país busca diversificar rotas, reduzir vulnerabilidades e ampliar o comércio agropecuário bilateral.
Redução da dependência
A iniciativa é acertada: redução da dependência externa via parcerias privadas e livre comércio, fortalecendo o agronegócio com desburocratização e promovendo uma integração competitiva. Falta, porém, corte de impostos para os fertilizantes.
Agro sem amarras

A nova lei (15429 de 2026) torna voluntária a certificação de armazéns agrícolas, o que reduz a burocracia para estimular investimentos privados.
Lei que desburocratiza
O déficit de armazenagem chega a 130 milhões de toneladas, enquanto a produção cresce 6,72% ao ano, a capacidade de armazenamento é de apenas 2,38%.
Caminho do empreendedor
Medida acertada: o Estado sai do caminho do empreendedor. A liberdade contratual e o respeito à propriedade são pilares que garantem custos menores e mais competitividade.
Bioinsumos livres

O Brasil apresentou na GreenTech Amsterdam 2026 os avanços do marco regulatório de bioinsumos, destacando segurança jurídica e sustentabilidade. A participação do MAPA amplia a cooperação tecnológica e reforça a competitividade do agronegócio nacional.
Previsibilidade e sem amarras
A previsibilidade atrai investimentos privados sem depender de subsídios estatais. Agora, resta evitar as amarras regulatórias que travam o mercado voluntário de bioinsumos.
Agro na Ásia

O Brasil participou da “Thaifex Anuga Asia 2026”, em Bangkok, na Tailândia, com 14 empresas e produtos como café, açaí, carnes e vinhos. A feira reuniu 90 mil visitantes e reforça a estratégia de ampliar mercados na Ásia e diversificar a pauta de valor agregado.
Livre iniciativa
O governo acerta ao promover o agro, mas deve evitar intervencionismo e focar em redução de impostos e desburocratização para ganhos duradouros.
Panorama do crédito

Crédito rural empresarial somou R$ 433 bilhões entre julho de 20/25 a maio de 2026, o que corresponde a uma queda de 5% ante a safra anterior. A industrialização subiu 59,5% e CPR 8%, mas os investimentos recuaram 28,1% por juros altos.
Juros elevados
O setor reclama e exige ampla renegociação das dívidas para garantir as próximas safras. E apontam que os juros elevados – mesmo com a oferta recorde de crédito – travam o produtor.
“Renegociação Já”
Renegociar as dívidas é emergencial para evitar falências e proteger a propriedade. O governo erra ao subvencionar apenas parte do crédito; a solução é cortar gastos e reduzir a taxa básica.
Rússia reconhece

A Rússia reconheceu o Brasil como território livre de febre aftosa sem vacinação, ampliando as exportações. A missão do MAPA na Rússia tratou ainda de fertilizantes e comércio bilateral, que superou R$ 49,9 bilhões em 2025.
Futuro
O futuro da economia é o Brics, com cooperação estratégica. O reconhecimento sanitário prova que o agro brasileiro é confiável. O caminho é ampliar parcerias com Rússia, China e demais, sem viés ideológico, mas com pragmatismo.
G7 e livre comércio

Lula encontra Macron no G7, trata de defesa (PROSUB) e soberania digital com supercomputadores franceses. Com o presidente da Suíça, discute comércio, acordo Mercosul-EFTA e cooperação em IA e transição energética.
Cúpula na França
Nas parcerias comerciais com a Suíça e a cooperação em defesa, Lula exacerba seu estatismo digital e ideologia restrita ao “Sul Global”.
STF versus Eduardo Bolsonaro

O STF começa a julgar nesta terça, 16, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no processo que condenou seu pai por tentativa de golpe. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que o ex-deputado ameaçou impor sanções dos Estados Unidos (EUA) a ministros para interferir no julgamento do seu pai. A defesa afirma ser esta uma manifestação política legítima.
Coação ou Liberdade?
Os aliados do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro criticam o STF por agir como vítima e juiz e argumentam que ameaçar sanções econômicas faz parte da “liberdade de expressão” e não uma “coação jurídica”. Segundo os bolsonaristas, o Judiciário não pode criminalizar a oposição política demonstrando que o caso evidencia abuso de poder e falta de isonomia.
Greve na TV Justiça

Jornalistas e radialistas da TV e Rádio Justiça entraram em greve nesta segunda-feira, 15, por atrasos salariais e por não pagamentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que não é recolhido há dez meses.
Sem transmissão do julgamento de Eduardo Bolsonaro
A paralisação ameaça a transmissão do julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro – réu por coação, previsto para começar nesta terça, 16, na Primeira Turma da Suprema Corte.
Perdeu espaço

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato ao Planalto, afirmou nesta segunda, 15, que o senador e também pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), perdeu espaço para Lula no segundo turno.
Anti-Lula
Segundo Caiado, é preciso um candidato capaz de enfrentar Lula e vencer, e sua candidatura – segundo ele – é a que mais se aproxima do petista nas pesquisas.
Centro e mercado
Caiado afirma também que para vencer Lula, é preciso um nome competitivo e não apenas ideológico. Segundo ele, Flávio Bolsonaro “erodiu-se” e sua pré-candidatura é a única que pode atrair o centro e o mercado.


























