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Inadimplência no crédito rural atinge 7,4% e preocupa setor

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A inadimplência no crédito rural para pessoas físicas voltou a crescer no Brasil e atingiu 7,4% da carteira total de recursos direcionados em abril, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. O índice é um dos maiores da série histórica, ficando atrás apenas do registrado em fevereiro deste ano, quando chegou a 7,6%.

O cenário é ainda mais preocupante nas operações com taxas de mercado, onde a inadimplência alcançou 13,3% das operações. Já nas linhas com taxas reguladas, o índice ficou em 3,1%, igualando os maiores patamares históricos registrados anteriormente em 2017 e 2018.

Segundo o Banco Central, o chamado “crédito rural problemático”, que reúne operações atrasadas, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, somou R$ 186,5 bilhões em abril. O valor representa cerca de 21% de toda a carteira ativa do sistema financeiro rural. Há dois anos, esse percentual era praticamente metade.

Do total das operações problemáticas, R$ 103,9 bilhões correspondem a dívidas renegociadas, enquanto R$ 38,7 bilhões estão inadimplentes. Também há R$ 28,5 bilhões em operações prorrogadas e R$ 15,2 bilhões em parcelas atrasadas.

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O diretor do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro do BC, Cláudio Filgueiras, afirmou que o aumento da inadimplência é resultado de fatores como eventos climáticos extremos, elevação dos custos de produção e condições financeiras mais restritivas para os produtores rurais.

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