O governo brasileiro anunciou na segunda-feira (25) o envio de ajuda humanitária à Bolívia após conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente boliviano Rodrigo Paz. O país vizinho enfrenta há quase um mês protestos e bloqueios de estradas que provocaram desabastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos.
Em comunicado, a Presidência do Brasil afirmou que Lula demonstrou solidariedade ao governo e ao povo boliviano e defendeu o respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito. O presidente brasileiro também pediu que governo e movimentos sociais priorizem o diálogo e evitem a violência.
Os protestos na Bolívia são liderados por setores da Central Operária Boliviana (COB), organizações camponesas e grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales. Parte dos manifestantes pede a renúncia de Rodrigo Paz e critica medidas econômicas e propostas de reforma do governo.
Entre os principais motivos das manifestações estão a reforma agrária anunciada pelo governo, reivindicações salariais de professores, críticas ao aumento e à qualidade dos combustíveis e a proposta de reforma parcial da Constituição boliviana. Os bloqueios de rodovias afetaram o abastecimento em diversas regiões do país.
Além do Brasil, Estados Unidos e Argentina também ofereceram apoio à Bolívia. Enquanto os norte-americanos classificaram a situação como uma “crise humanitária”, a Argentina enviou aeronaves para transporte de alimentos. Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, definiu a situação como um “levante popular”.

















