MATO GROSSO

Operação apura esquema de corrupção em hospital de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Silêncio Comprado, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis (402 km de Cuiabá). Ao todo, foram cumpridas 20 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de valores, sequestro de bens e quebras de sigilo telefônico e telemático.

As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Tangará da Serra. As ações ocorreram em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nas cidades de Barueri e Cotia. Segundo a polícia, o objetivo é reunir provas, identificar a extensão das irregularidades e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suspeitas de tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para investigar possíveis irregularidades na administração do hospital.

A CPI foi criada após a morte de uma jovem gestante de Campo Novo do Parecis, que apresentou complicações durante um parto cesáreo. A paciente chegou a ser transferida para Cuiabá, mas não resistiu. O caso gerou questionamentos sobre a estrutura da unidade, a qualidade dos atendimentos e a regularidade dos contratos firmados para administração do hospital.

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De acordo com a Deccor, as investigações começaram após denúncia encaminhada pelo Ministério Público, que apontava suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI. A polícia também apura indícios de pagamentos por serviços não executados, emissão de notas fiscais falsas, movimentações irregulares de recursos públicos e possível desvio de dinheiro ligado à gestão hospitalar.

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