Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Biológicos avançam e mudam disputa bilionária no agro

publicidade

O avanço dos insumos biológicos na agricultura brasileira deixou de ser apenas uma aposta sustentável para se transformar em uma disputa bilionária no agronegócio. Segundo análise da especialista em commodities agrícolas Rosana Leite, a biotecnologia começou a alterar a lógica de lucro do setor, reduzindo a dependência histórica das grandes indústrias químicas e ampliando o peso da tecnologia e dos dados no manejo das lavouras.

Durante décadas, o mercado de insumos agrícolas foi dominado pelas multinacionais químicas, responsáveis por patentear e fabricar moléculas em larga escala. Agora, os bioinsumos avançam como alternativa integrada ao sistema produtivo. No campo, a combinação entre produtos biológicos e agricultura de precisão tem sido usada para aumentar a resistência das lavouras às mudanças climáticas, melhorar a produtividade e preservar a margem de lucro do produtor em momentos de queda no preço dos grãos.

O movimento já provocou reação das gigantes do setor químico, que passaram a adquirir laboratórios e fábricas de biológicos nos últimos anos. Apesar disso, os defensivos químicos seguem essenciais na produção agrícola. A diferença é que o mercado caminha para um modelo de integração tecnológica, em que o manejo e o cruzamento de dados ganham mais relevância do que a venda isolada de produtos.

Leia Também:  Paraná confirma novo recorde e liderança nacional na produção de feijão: 865 mil toneladas

Os números mostram a dimensão dessa disputa. No Brasil, o mercado de defensivos químicos movimenta cerca de R$ 85 bilhões por safra, enquanto os biológicos já alcançam R$ 5 bilhões, com crescimento anual de até 30%. No cenário global, o segmento de bioinsumos deve atingir US$ 15 bilhões, equivalente a cerca de R$ 75 bilhões, consolidando o Brasil como líder mundial na velocidade de adoção dessa tecnologia.

Ao mesmo tempo, o mercado internacional de herbicidas voltou a registrar oscilações nos preços na Ásia. Monitoramento do analista Rafael Gomes, com base nos preços FOB na China entre 8 e 15 de maio de 2026, aponta que a volatilidade exige atenção de indústrias, distribuidores e cooperativas no Brasil. Como a China lidera o fornecimento global de matérias-primas para herbicidas, variações cambiais, diferenças de preços entre fábricas e até falhas de tradução em contratos podem impactar diretamente o custo final pago pelo produtor rural.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade