O Ministério Público de Santa Catarina investiga se houve monetização com conteúdos falsos divulgados nas redes sociais sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em janeiro deste ano na Praia Brava, em Florianópolis. A apuração será conduzida pelas Promotorias de Justiça com apoio do CyberGAECO, setor especializado em crimes digitais.
Na terça-feira (12), o MPSC informou que a investigação da Polícia Civil sobre o caso foi baseada em relatos de “ouvi dizer” e concluiu que os adolescentes investigados não estiveram com o animal no mesmo local e horário na praia. Segundo o órgão, imagens de câmeras de segurança mostraram diferença de cerca de 30 minutos nos registros analisados pela polícia.
O Ministério Público também afirmou que vídeos apresentados pela defesa mostram o cão caminhando normalmente pela vizinhança por volta das 7h do dia 4 de janeiro, horário posterior ao período em que a Polícia Civil apontava como provável momento da agressão, estimado em 5h30. Para os promotores, as imagens enfraquecem a tese de que o animal teria retornado da praia ferido.
Em nota, a Polícia Civil informou que concluiu o inquérito e encaminhou os autos ao Ministério Público, responsável por decidir sobre denúncia ou arquivamento do caso. O MPSC afirmou ainda que a nova investigação busca avaliar a necessidade de regras para evitar o uso de casos sensíveis envolvendo crianças e adolescentes para gerar engajamento e lucro nas redes sociais.

























