MATO GROSSO

DE OLHO NO AGRO

Flávio Bolsonaro assume bandeiras do agronegócio e critica demarcações em MT

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Abraçando de vez a pauta do agronegócio e se colocando como um dos principais defensores do setor, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou, durante entrevista à imprensa nesta quarta-feira (22), que pretende ser o “candidato do agro” no Brasil. Com um discurso direto e alinhado aos produtores rurais, ele deixou claro que sua proposta é construir um governo que facilite a produção e reduza entraves no campo.

 

Um dos principais compromissos citados foi com o crédito rural. Flávio garantiu que pretende retomar e simplificar as linhas do Plano Safra, com menos burocracia. Segundo ele, a responsabilidade fiscal será um dos pilares do governo.

 

“Vou contribuir de forma simplificada, com juros bem mais baixos, porque nós vamos ser um governo que tem responsabilidade fiscal e por consequência, a tendência é que os juros baixem bastante, porque o Brasil precisa de financiar quem quer empreender, e é o caso aqui, eu quero me comprometer com isso”, disse.

 

A fala também teve um tom mais crítico quando o assunto foi a demarcação de terras indígenas. O candidato citou pedidos que, segundo ele, podem atingir cerca de 2,2 milhões de hectares e impactar diretamente municípios de Mato Grosso. Em tom firme, classificou a situação como inaceitável e afirmou que, se depender de seu governo, essas áreas não serão demarcadas.

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“Eu quero me comprometer também com a questão das reservas indígenas. É inaceitável essa tentativa a toda hora ideológica do atual governo de atrapalhar o agro brasileiro. Tem pedidos na FUNAI para demarcações de reservas indígenas que podem totalizar 2,2 milhões de hectaresatingindo 22 municípios aqui em Mato Grosso, isso é inaceitável. Se depender do nosso governo, nenhuma dessas reservas será demarcada porque a vocação do Estado do Mato Grosso é a produção, nós vamos respeitar os indígenas E isso é inaceitável, se depender do nosso governo, nenhuma dessas reservas será demarcada, inclusive, essa é uma outra pauta que eu vou me comprometer. Vamos, de fato, respeitar a autonomia dos povos indígenas”, emendou.

 

Durante a entrevista, ele também fez referência ao período do governo de Jair Bolsonaro, destacando que, na época, o agronegócio teria encontrado um ambiente mais favorável, com crédito disponível, menos burocracia e crescimento significativo. Para ele, esse modelo deve ser retomado e ampliado.

 

Ao final, ao ser questionado se assume de vez o posto de representante do agro na disputa presidencial, Flávio afirmou que esse é o caminho e reforçou que pretende ouvir o setor de perto. Segundo ele, o papel do governo é claro de dar condições para que o produtor trabalhe, invista e continue sendo um dos pilares da economia brasileira.

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